domingo, março 11, 2007

Traje Académico? Ou Trajes Académicos?
Um forum de discussão
Sem pretensões de erudição, e em ambiente relativamente calmo e polido, existe na internet um espaço de discussão sobre TUNAS estudantis onde também se conversa sobre O(s) Traje(s) Académico(s). Descontando alguns compreensíveis lapsos cronológicos, as interpelações abordam a Universidade de Coimbra, o período áureo do uso da Capa e Batina nos antigos Liceus (ca. 1836-1969 e ss. até 1974), o Decreto abolicionista de 1910, o Decreto nacionalizador de 1924 e a grande movida tunante pós-1974...
Ao contrário de certos países da Europa Continental onde eventualmente existe apenas um barrete de estudante dissociado de qualquer traje (França, Bélgica, Suiça, Itália), no Portugal do pós 25 de Abril coexistem distintas situações:
1) trajes de tuna, criados para serem usados apenas por tunas estudantis nas suas actuações e digressões artísticas (ex: Infantuna, de Viseu; Real Tonel, de Viseu. Situação próxima da vivida nas tunas universitárias espanholas desde a década de 1870);
2) trajes académicos novos, específicos de uma determinada academia, que também são usados nas tunas com algumas adaptações (ex: Traje do Tricórnio, nas tunas e corais da Universidade do Minho);
3) trajes académicos novos, específicos de algumas academias, que também são usados nas respectivas tunas, mas sem adaptações dignas de registo (ex: traje estudantil da Univ. da Beira Interior; Traje estudantil da Univ. do Algarve; Traje estudantil da Univ. dos Açores; Traje estudantil da Univ. de Aveiro; Traje estudantil do Instituto Politécnico de Viseu; Traje estudantil do Instituto de Portalegre e da Escola Superior Agrária de Beja).
Aos trajes citados poderíamos adicionar outros reportados a institutos politécnicos e até a estabelecimentos de raiz bastante mais antiga como as actuais Escolas Superiores Agrárias. Quando o Governo Provisório da República procedeu à abolição do porte obrigatório quotidiano do Hábito Talar dos lentes da Universidade de Coimbra e da Capa e Batina dos estudantes da UC, o que então tinha em vista era apenas a UC. Havia uma questão a dirimir entre o governo/Partido Republicano e a UC, pelo menos desde a Crise Académica de 1907. O então ministro da tutela, António José de Almeida, não estava de todo preocupado com os alunos dos Liceus, os lentes das Escolas Politécnicas e Médico-Cirúrgicas do Porto e de Lisboa (que também tinham os seus uniformes), ou com as Escolas de Agricultura.
Muitos dos republicanos membros activos do Governo Provisório tinham feito a sua formação académica na UC e era contra a sua orgânica institucional, acusada de severas suspeições de clericalismo tridentino, pró-monarquismo e pró-franquismo, que se visava proceder. Se dúvidas havia a respeito da "questão" UC/Partido Republicano, estas tornaram-se muito claras ao longo de Julho de 1911 quando alguns deputados da Assembleia Constituinte reclamaram abertamente a extinção da Alma Mater Studiorum Conimbrigensis.
Não fora António José republicano moderado e as coisas teriam tomado outros rumos (ponderação e bom senso que feneciam ao exaltado Ministro da Instrução Leonardo Coimbra quando em 1919 mandou extinguir a Fac. de Letras).
Conforme reconheceu o próprio António José, o que valeu à UC nesses meses conturbados de 1910/1911 foi apenas o facto de as figuras mais radicais do Governo Provisório estarem inteiramente votadas à questão da laicização do aparelho de Estado, expulsão dos jesuítas, nacionalização de bens da Igreja Católica e preparação da lei de separação do Estado e da(s) igreja(s).
O decreto abolicionista de 1910 falseia a realidade, fazendo crer que o Governo Provisório pretende abolir o único traje académico existente em Portugal naquela data. Em Outubro de 1910 António José deslocou-se pessoalmente à UC para liderar as reformas republicanas, mas não aos liceus, escolas agrícolas, escolas médicas ou politécnicas. Aliás, a diferença de tratamentos não poderia ser mais flagrante. Em Coimbra, António José impôs Manuel de Arriaga como reitor da sua escolha e nomeação, como que a duplicar o estilo da reforma pombalina de 1772. Porém, logo a seguir, em 1911, fez votar os candidatos a reitores para as recém-criadas universidades de Lisboa (14/07/1911) e Porto (eleição de Gomes Teixeira e expressiva sessão solene de abertura em 16/07/1911).
Este excesso de centramento das atenções governamentais na UC deu a entender erradamente que em 1910 só existia em Portugal o Trajo Académico do tipo conimbricense, que na sua versão estudantil alastrara aos liceus e academias politécnicas de Lisboa e Porto.
Porém, a realidade não era exactamente o que a propaganda governamental fazia chegar à opinião pública:
a) quanto aos docentes, existiam e estavam consagrados na lei outros trajos nos estabelecimentos de ensino superior de Lisboa e Porto, trajes esses que o Governo Provisório fez de conta que não conhecia (a minha leitura para este fechar de olhos reside no facto de os referidos trajes não serem suspeitos de clericalismo matricial, pois haviam sido implementados na década de 1850 como uniformes ora de invocação militar, ora de figurino para-judiciário. No primeiro caso, fez-se uma aproximação à tradição napoleónica da Académie Française, no segundo, pressente-se o eco reformista espanhol que em 1850 implementou a toga de advogado como traje docente nacional);
b) quanto aos estudantes, além da Capa e Batina de modelo conimbricense, existia pelo menos o TRAJE DOS ESTUDANTES da Escola Nacional de Agricultura de Coimbra, fundada em 1887 (melhor dizendo, eram dois trajes, um de uso corrente e outro de gala, o último com jaqueta e chapeirão de feltro).
O decreto nacionalizador da Capa e Batina, promulgado em Novembro de 1924, voltava a centrar as atenções no modelo conimbricense, fazendo letra morta dos trajes académicos das Escolas Agrícolas, pese embora a novidade resultante da extensão do "modelo tradicional" a ambos o sexos.
Porém, decreto de 24 não aparecia de forma descontextualizada:
-o abolicionismo consagrado em 1910 não motivou o abandono geral da Capa e Batina, contrariando assim a experiência abolicionista imposta pelo governo de Madrid aos estudantes espanhóis em 1834 (em Espanha, o trajo académico abolido caiu em desuso e não mais se recuperou. Comparativamente, note-se que o mesmo sucedeu nos tribunais norte-americanos quanto à abolição do porte obrigatório da toga de advogado. Uma vez abolida, não seria recuperada. Mas, nesta matéria, os advogados dos EUA são a única excepção conhecida no mundo ocidental).
Outras experiências vividas entre a segunda metade do século XIX e os inícios do século XX, hoje melhor conhecidas, vinham demonstrando que os movimentos anti-trajes e anti-insígnias não estavam generalizados nos países ocidentais.
Exemplifiquemos:
-nas Universidades de Oxford e de Cambridge os candidatos aos diversos cursos só podiam matricular-se ou realizar as graduções de fim de curso com a "cap and gown";
-no Liceu de Coimbra, a Capa e Batina que fora de porte obrigatório entre 1836-1880, tornara-se facultativa, mas a maioria dos alunos perseverava no seu uso diário;
-em Espanha, sendo certo que a Loba e Mantéu abolida em 1834 não foi alvo de ulterior recuperação, as tunas universitárias inventaram na década de 1870 trajes de fantasia que rapidamente ficaram conhecidos nas universidades espanholas e em França;
-a moda dos trajes de fantasia das tunas espanholas foi conhecida e adoptada ainda na década de 1890 por tunas académicas da América Latina;
-a presença de delegações de diversas academias universitárias europeias no Oitavo Centenário da Alma Mater Studiorum Bononiensis (Bolonha, 1888), com trajes, barretes e insígnias, esteve na origem directa do movimento de invenção do barrete académico francês, dito LA FALUCHE;
-nos liceus e colégios particulares norte-americanos de ensino secundário estavam em processo de afirmação as cerimónias de graduação, que não são mais do que uma transposição do traje e dos rituais das universidades britânicas e norte-americanas;
-na época a que nos reportamos, e ao longo do século XX, os colégios particulares de ensino primário e secundário ocidentais não cessaram de oficializar uniformes colegiais obrigatórios (calção/camisa/colete/gravata, eventualmente casaco curto; saia/blusa/gravata, eventualmente colete e casaco curto), colégios onde justamente muitos dos abolicionistas mais radicais não deixaram de matricular os seus filhos...
-nos mais variados liceus continentais e insulares, os estudantes continuaram a usar a Capa e Batina, como que alheios à questão que em Coimbra e nas fileiras do Partido Republicano opunha laicistas e anticlericais a católicos e monárquicos;
-nos liceus onde existiam tunas e corais, a Capa e Batina manteve-se em uso e viveu mesmo uma conjuntura de recrudescimento;
-na UC a maioria dos estudantes "conservadores" optou pela continuação do uso da Capa e Batina. Os sócios do Orfeon Académico e da TAUC (Tuna Académica), bem como os grupos de serenateiros, nunca abandonaram o porte da Capa e Batina. Logo em 1911 o Orfeon de Joyce actuou em Paris de Capa e Batina e interpretou pela primeira vez "A Portuguesa";
-em Outubro de 1915, a Academia de Lisboa deliberou que a Capa e Batina fosse usada pelos alunos de ambos os sexos, passando desde então a ver-se muitos estudantes trajados sobretudo em Direito e Medicina nos edifícios do Campo Mártires da Pátria (cf. Gazeta de Coimbra, de 27/10/1915; idem, 04/03/1916), já se vendo em Fevereiro/Março de 1916 "grande número de Capas e Batinas, até mesmo em meninas que frequentam as escolas";
-na jovem Universidade do Porto, Tuna e Orfeão mantiveram (caso da tuna) ou adoptaram no acto da fundação (caso do Orfeão) a Capa e Batina. Em Março de 1916 a Academia do Porto institucionalizou mesmo a Capa e Batina como traje oficial, determinando que o traje deveria passar a ser usado com pastas e fitas das cores dos vários cursos a partir do dia 15 de Março de 1916. Esta decisão, tomada em finais de Fevereiro, foi dada a conhecer em tom de lamento bairrista pela Gazeta de Coimbra de Sábado, dia 04 de Março de 1916, sendo de deduzir que a decisão da Academia do Porto abrangia os alunos de ambos os sexos do ensino superior e liceu;
-no período da Primeira Guerra Mundial, já com a bainha do vestuário feminino a subir do tornozelo para a meia perna, fotografias de época documentam a adopção espontânea da "Capa e Batina Feminina" por alunas de alguns liceus. Estava-se no período 1915-1916 [1], e o que as fotografias mostram é uma capa, eventualmente gorro ou barretina, e um fato-saia-casaco escuro segundo o corte de época;
-o antecedente que esteve na origem do decreto de 1924 foi um "conflito" entre uma aluna de um Liceu de Lisboa que pretendia usar Capa e Batina e o respectivo reitor. Confrontado com as reclamações da aluna, o reitor optou pela proibição, atitude que fez solidarizar os estudantes com a causa da aluna e escancarou as portas a um surto de greve. Como resultado, no mês seguinte, o Governo da República nacionalizava a Capa e Batina, tornando-a extensiva aos alunos de ambos os sexos das universidades, institutos de ensino superior e liceus. Embora o legislador não explicitasse o que entendia por "modelo tradicional feminino", as estudantes dos liceus não tiveram dúvidas quanto a tratar-se do modelo em uso diletante desde 1915.
Pelos meados da década de 1940, seguir-se-ia a consagração como traje artístico no Orfeão da Universidade do Porto (presume-se que a partir do Orfeão, o figurino foi sendo acolhido pelas estudantes da Academia do Porto). A Academia de Coimbra, essa, manteve-se totalmente à margem da feminilização do traje até à década de 1950...
Na conjuntura de euforia revivalista que se viveu após 1974, a doce ilusão de um só traje académico à escala nacional breve se desvaneceu. Se em 1910 já não existia só um traje académico, depois do 25 de Abril, os jovens académicos das décadas de 1980-1990 não pararam de surpreender em termos de cores e de figurinos: pretos, castanhos e azuis, com capa e sem capa, cabeça descoberta e chapelaria variada, calças e calções.
Foram tempos de fadiga e de fastio do monolitismo herdado da modernidade autoritária e linearista que na sua ânsia de indefinido progresso hipotecara o ócio, o prazer e os particularismos. A explosão do politeísmo dos valores foi uma revolta juvenil, vivida euforicamente na passagem da década de 1970 para os anos oitenta sobre os despojos do Maio de 68, da Crise Académica de 1969, em confronto declarado com a niilização, a nadificação do sócio-cultural e as parusias do fim da História. Contrariamente à ideia feita de que os movimentos restauracionistas só mobilizaram as direitas políticas e ideológicas, a distância projecta outra luz sobre a diversidade cultural, política e ideológica dos aderentes: a direita conservadora teve a sua oportunidade, mas também lá marcaram presença socialistas moderados, liberais de orientação anglo-saxónica, revisionistas de ideologia indefinida, adeptos do modernismo moderado (para quem importava corrigir os excessos da razão omnisciente e omnipotente, apontando já para o que se veio a chamar o "multiculturalismo", como era o caso do autor destas linhas), relativistas de orientação pouco definida, e também filhos de emigrantes, de pequeno-burgueses e de camponeses que através de bolsas de estudo chegavam pela primeira vez ao ensino superior e queriam viver uma Coimbra com "tradições".
A corrida às "tradições", isto é, a reflexão sobre as identidades, não marcou apenas as gerações académicas portuguesas pós-1974. Na Bélgica e em França foram os anos da fundação das confrarias báquicas e gastronómicas, com o seu cortejo de trajes revivalistas. Em Portugal debutaram as confrarias gastronómicas, as feiras medievais, os carnavais e as semanas festivas municipais. Em simultâneo, não deixaram de aparecer novas seitas religiosas, grupos juvenis urbanos (punks, etc.) e claques futebolísticas armadas de bandeiras, gorros, capacetes, camisolas, cachecóis, emblemas e bonés. Eram os anos da "perversão polimórfica" (Freud), ou na expressão dos sociólogos, do triunfo da "tribalização".
Na vertigem da variedade, há um quase traço comum que perpassa de academia para academia: a calça comprida não parece ter seduzido os elementos femininos, predominando a saia. E aqui, a Escola Superior Agrária de Coimbra é novamente excepção, ao consagrar a calça comprida para ambos os sexos em finais da década de 1980.
Independentemente desses novos trajes terem ignorado o decreto nacionalizador de 1924, algumas leituras se insinuam:
-a Capa e Batina abandonou os bancos e corredores dos velhos liceus e não dá sinais de revitalização nas escolas secundárias massificadas (será definitivo? Nos EUA e países satélites, a cerimónia liceal de gradução com "cap and gown" transformou-se em mega festa). Assinalam-se sobrevivências na Tuna Académica do Liceu de Évora/Escola Secundária André de Gouveia (fundada em 1900, com o clássico laçarote verde e branco) e nos membros da comissão das Festas Nicolinas do antigo Liceu de Guimarães (o traje de base é a Capa e Batina oriunda de Coimbra, definida com as nomenclaturas de "Traje Nicolino" e "Traje Tradicional Vimaranese". Registe-se a reclamação de virtual origem seiscentista e a "guerra" com o Tricórnio da Universidade do Minho: htt://www.nicolinas.pt/comissao_historia.htm-28k, idem, http://www.nicolinas.pt/traje.htm-25k; ibidem, http://tordesilhas.blogspot.com/, post de 01/12/2004).
O vazio de produção simbólica específica do Estado (escudo nacional, alegoria da República) e a inexistência de elementos vestimentários distintivos no básico e secundário tem sido preenchido em muitas creches, escolas do terceiro ciclo (do 5º ao 9º ano) e estabelecimentos públicos do ensino secundário por bonés e cachecóis de claques de futebol, fenómeno que além de reflectir construções identitárias substitutivas, ilustra os processos de tribalização juvenil (como tal, perdida a ligação entre o estudante do ensino secundário e os elementos de simbolização da identidade dos académicos do ensino superior, irrompe um novo fenómeno: os símbolos vestimentários da claque do clube de futebol dominante na região onde está implantada a escola passam a ser apropriados e vividos como símbolos dos alunos e turmas que num dado momento frequentam aquela escola);
-a velha Capa e Batina de austero talho burguês fini-oitocentista coexiste com novos trajes que também são académicos e como tal devem ser considerados em tempos de refluxo do ideário geral e abstracto herdado da Ilustração;
-se alguns desses novos trajes académicos foram produzidos/inventados com o conhecimento e a colaboração do órgão reitoral/directivo (caso da Univ. do Minho), outros parecem resultar tão só de iniciativas estudantis não partilhadas pelos órgãos de gestão das universidades ou politécnicos.
O movimento vestimentário parece ter entrado em ciclo de acalmação, não se podendo considerar como algo de insólito num horizonte português que também foi epocalmente marcado pela invenção de múltiplos trajes destinados a docentes universitários e confrarias gastronómicas. E quem julgar que a ânsia de trajes é pecha de portugueses inseguros quanto à definição da sua identidade no rescaldo da adesão à Comunidade Europeia e da perda das velhas colónias, nada melhor do que espreitar o que se passou em França, na Bélgica, em escolas asiáticas e europeias que consagram a "cap and gown" importada dos EUA, nos países de leste desvinculados da esfera soviética (em universidades da Roménia e da Polónia são mesmo adoptados símbolos e barretes clericais) ou em tunas entretanto constituídas em universidades espanholas fundadas entre 1990-2005.
O único dado verdadeiramente seguro e estimulante do ponto de vista da imaginação criadora é o saber-se que a visão unitária e monolítica de "um só traje"/"uma só cor" cedeu definitivamente espaço aos Trajes Académicos Portugueses. É a polifonia dos figurinos e das cores, que deve ser contextualizada e aceite pelo mundo dos adultos como acto imaginativo intrínsico à construção das identidades juvenis, já a lembrar a alegre celebração explícita no "Gaudeamus igitur/Iuvenes dum sum".
Site: Portugaltunas. Forum de Discussão
NOTA:
[1] Na 1ª versão deste texto apontava-se como data putativa de início do uso do modelo feminino da Capa e Batina discente o ano de 1917, na Academia do Porto e em alguns liceus, para tanto recorrendo a fotos e legendas publicadas pelo Dr. João Caramalho Domingues no Blog "guitarradecoimbra" em 09 de Janeiro de 2006 (em particular fotos de um peditório para os feridos da Grande Guerra nas ruas do Porto, divulgadas na revista bracarense «Illustração Catholica», Ano IV, Nº 198, de 14 de Abril de 1917, p. 529, e ainda numa foto da então liceal Florbela Espanca, contida na respectiva fotobiografia). Informações provenientes da imprensa periódica, nomedamente «Gazeta de Coimbra», obrigam-nos a corrigir a primeira hipótese, uma vez que decisões de uso de Capa e Batina por alunos de ambos os sexos foram tomadas pela Academia de Lisboa em Outubro de 1915 e Academia do Porto em Fevereiro/Março de 1916.
António Manuel Nunes

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