domingo, junho 10, 2007









Partitura de "Vila da Feira", (variações sobre um tema de António Toscano), da autoria de Fernando Xavier, inserto no livro "Recordações de Coimbra - Peças para guitarra", do mesmo autor.

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terça-feira, janeiro 23, 2007

VERDES SÃO OS CAMPOS
Música: José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (1929-1987)
Letra: mote de autor desconhecido; voltas de Luis Vaz de Camões (ca. 1524-1580)
Origem: Setúbal?
Data: 1970

Verdes são os campos
Da cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De erva vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

(...)
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Verdes são os campos
Da cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

Informação complementar:
Canção de melodia singela e agradável efeito auditivo, em compasso quaternário (4/4), originariamente no tom de Fá# Maior, com uma espécie de refrão atípico. Na presente transcrição adopta-se a afinação de Coimbra, ficando a melodia em Lá Bemol Maior.
Uma das versões impressas mais recuada destas redondilhas com voltas e mote alheio, consta da edição de 1598, de Estêvão Lopes.
“Verdes são…” foi gravada por José Afonso em Londres no ano de 1970, nos estúdios Pye Records. Integrou o LP "Traz Outro Amigo Também", ORFEU STAT 055, do ano de 1970, tendo sido o cantor acampanhado em viola de cordas de nylon não por Rui Pato mas por Carlos Correia (Bóris).
Na letra, José Afonso socorre-se de um mote alheio (Verdes são os campos), glosado por Luís de Camões em duas "voltas" de oitavas.
O cantor pouco ou nada altera em termos de mote (quadra) e de 1ª volta. Contudo, nos versos dois e três do mote, moderniza “assi” para “assim” e toma “de” por “da”. Na 2ª volta suprime os primeiros quatros versos (Gados, que pasceis,/Com contentamento,/Vosso mantimento/Não o entendereis), construindo a oitava com os quatro versos finais da 1ª volta.
Após terminar a 2ª oitava, o cantor volta a repetir o texto, mantendo-se dentro da melodia.
Para acabar, canta apenas uma quadra (Isso que comeis), deixando incompleta a 2ª oitava. José Afonso segue uma dicção vincadamente conimbricense, merecendo destaque o dizer "ovêlhas".
Não se conhece notícia de cantores ligados à CC que tenham regravado este espécime, nem de translado em notação impressa. O seu repousado ar de salão como que se adequa a renovados tratamentos e a incursões de meias sopranos, possibilitando diversificações reportoriais. Embora o tema mais conhecido deste disco de 1970 seja “Traz Outro Amigo Também”, popularizado a partir de uma gravação feita ao vivo no Jardim de Santa Cruz de Coimbra em 1983 (com o grupo de António Portugal, disco “Zeca em Coimbra”, Fotosonoro SPA 83), pode considerar-se que o tema “Verdes são…” é a chave de encerramento do Movimento da Balada.
Original disponível no CD "Jose Afonso. Traz Outro Amigo Também", Lisboa, Movieplay, JA 8003, ano de 1996, faixa nº 9, com discutível transcrição da letra em 4 quadras.
Transcrição musical: Octávio Sérgio (2007)
Texto: José Anjos de Carvalho e António Manuel Nunes

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quinta-feira, janeiro 12, 2006

Partitura de Josezito





































Partitura de "Josezito" para guitarra de Coimbra, com arranjo de Octávio Sérgio, adaptada de uma canção popular muito conhecida. A sua estrutura faz lembrar o tema daquela, embora se afaste bastante do original.

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quarta-feira, setembro 28, 2005


Partitura de "Tempo sem sombras" (1) de Octávio Sérgio. Posted by Picasa

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Partitura de "Tempo sem sombras" (2) de Octávio Sérgio. Posted by Picasa

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Partitura de "Tempo sem sombras" (3) de Octávio Sérgio. Posted by Picasa

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Partitura de "Tempo sem sombras" (4) de Octávio Sérgio. Posted by Picasa

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Partitura de "Tempo sem sombras" (5) de Octávio Sérgio. Peça ainda não executada em público. Posted by Picasa

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sábado, setembro 10, 2005


Partitura de "Angústia" (1), de Octávio Sérgio. Posted by Picasa

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Partitura de "Angústia" (2), de Octávio Sérgio. Posted by Picasa

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Partitura de "Angústia" (3), de Octávio Sérgio. Posted by Picasa

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Partitura de "Angústia" (4), de Octávio Sérgio. Posted by Picasa

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Partitura de "Angústia" (5), de Octávio Sérgio. Peça ainda não executada em público. Retrata um pouco a minha vida atribulada, dedicada à guitarra de Coimbra, passando pelo estudo da guitarra clássica. Daí o nome dado à peça. Posted by Picasa

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sábado, julho 02, 2005


Partitura de "Variações de Coimbra" (3) de Afonso de Sousa.
Esta magnífica guitarrada foi excelentemente executada e gravada por Jorge Tuna no seu primeiro EP, quando ainda estudante. O próprio autor se referiu a este facto, dizendo que Jorge Tuna a tinha tocado melhor que ele. Existe, pois, uma gravação pelo próprio Afonso de Sousa, ainda em discos de 78 rotações.
Segue-se um texto de António M. Nunes sobre esta peça.
"VARIAÇÕES DE COIMBRA", em compasso 4/4 e tom de Lá Menor, é peça instrumental para Guitarra Toeira de Coimbra, já com a nova afinação popularizada por Artur Paredes. Foi composta em 1928 e gravada por próprio autor em Guitarra TC, com acompanhamento de violão aço por Laurénio da Silva Tavares. A gravação decorreu em Lisboa, no 2º semestre de 1929, e foi editada no 78 rpm Columbia J 895, figurando na outra face uma versão instrumental do lisboeta "Fado Liró" (de Nicolino Milano). Na referida sessão fonográfica, AS gravou ainda as matrizes de Variações em Lá Maior, Motivos Populares, Temas Tristes e Variações em Ré Menor, todos da autoria do executante leiriense. Infelizmente, das muitas gravações em que participou AS, nem todas foram comercializadas, particularmente do próprio, de Bettencourt e também de Armando Goes.
"Variações de Coimbra" entrou no repertório da CC e veio a ser magnificamente reinterpretada por Jorge Tuna/Jorge Godinho/Durval/Tito, num Ep de ca. 1960, editado pela Alvorada. Tuna acelerou o andamento de alguns compassos, mas AS achou que a reinterpretação estava melhor do que o original. A versão Tuna consta do Cd "Jorge Tuna. Coimbra, Porto, EDISCO, ECD 133, ano de 2000, faixa nº 12, numa reedição criminosa que não identifica autorias nem matrizes originais de gravação.
Afonso de Sousa (1906-1993) nasceu e faleceu em Leiria, tendo estudado Direito na UC entre 1924-193o. Bem pode ser considerado, e com inteira justiça, o pai da 2ª guitarra de Coimbra, além de figura graúda da chamada "Década de Oiro". No próximo ano passará o centenário do nascimento de Afonso de Sousa e de Armando Goes. Oxalá se possa estudar, reeditar fonograficamente e transcrever as peças destes intérpretes e criadores da CC.

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sexta-feira, julho 01, 2005


Partitura de "O Fado Variado" (1) de Francisco Lopes L. Macedo. Posted by Picasa

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Partitura de "O Fado Variado" (2) de Francisco Lopes L. Macedo. Posted by Picasa

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Partitura de "O Fado Variado" (3) de Francisco Lopes L. Macedo.
Peça de muito bom gosto, embora me pareçam um pouco descabidas as subidas e descidas cromáticas que por lá aparecem.
Segue-se um texto sobre esta peça de António M. Nunes.
"O FADO VARIADO" (para piano) é uma composição instrumental da autoria de Francisco Lima de Macedo Júnior, da 1ª metade da década de 1880 (ca. 1880-1885), em compasso 4/4 e tom de dó menor, em "andamento de tango", bem estruturada e bastante agradável à outiva. Pode ser recriada a título exemplificativo do repertório da CC para salão oitocentista burguês, com uso de guitarra/piano/violino, ou guitarra/piano/violão aço.
A transcrição foi efectuada por Octávio Sérgio em 2002, a partir da solfa manuscrita autógrafa recolhida por António M. Nunes.
Francisco Luís Lopes Lima de Macedo Júnior, filho do músico Francisco Lima de Macedo, nasceu em Coimbra por volta de 1859. A família Lima de Macedo herdara boa parte do espólio de José Maurício (famoso autor de modinhas) e possuía uma bem apetrechada biblioteca musical comprada em Lisboa e Porto, ou mesmo importada de França e de Itália. Macedo Pai chegou a editar música para as igrejas locais e teatros, sendo bem conhecido em Coimbra como compositor sacro.
A partir de meados da década de 1870, Lima de Macedo Júnior começa a deixar rasto, primeiro ligado à orquestra do Teatro Sousa Bastos, depois como Bedel da Faculdade de Teologia da UC, organista titular da Real Capela da UC, e professor de Música do Liceu de Coimbra. Macedo Júnior esteve duradouramente associado ao que se ia fazendo em Coimbra em termos de música sacra, récitas de amadores populares e récitas estudantis. Regeu ainda a Tuna Académica (TAUC) entre 1900-1905 e esporadicamente em 1909. Após a Revolução de 1910, e por impossibilidade do lente Simões Barbas, Macedo Júnior foi convidado a assegurar a cadeira de Música da UC.
Possuímos outras belas composições deste esquecido autor que talvez venham a ser divulgadas em futuro não muito distante.
Francisco Lima de Macedo Júnior faleceu na sua casa de Assafarge, arredores de Coimbra, no mês de Novembro de 1939. Dele apenas conhecemos uma fotografia inserta na revista Illustração Portugueza, I Série, Ano de 1902, relativa à exibição da Récita do 5 Ano Jurídico de 1902 no Teatro Nacional de São Carlos perante a Família Real em Abril desse ano. Para os que gostam de apoucar a CC como um género artístico "menor" que não valeria a pena estudar, talvez valha a pena redescobrir a obra de Lima de Macedo Júnior e de outros "macedos" que andam esquecidos.
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segunda-feira, junho 27, 2005


Partitura de "Variações sobre o Fado em Dó" (1), de Flávio Rodrigues, numa transcrição e arranjo de José Paulo. Posted by Hello

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Partitura de "Variações sobre o Fado em Dó" (2), de Flávio Rodrigues, numa transcrição e arranjo de José Paulo. Posted by Hello

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Partitura de "Variações sobre o Fado em Dó" (3), de Flávio Rodrigues, numa transcrição e arranjo de José Paulo Posted by Hello

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