Domingo, Abril 20, 2008

Mora Leitão

Homenagem a Mora Leitão no Cine-Teatro S. João, no Entroncamento, no passado dia 18 de Abril de 2008.
Link enviado por Carlos Lima.

Quarta-feira, Janeiro 09, 2008

FIM

Este Blog vai continuar com o seguinte endereço:

Guitarra de Coimbra (Parte II)

http://guitarrasdecoimbra.blogspot.com/

Basta clicar nele.

Carlos Paredes. Esta foi uma experiência para ver se este Blog já aceitava imagens. Pelo que se vê, funcionou! Mas parou por aqui!

Sábado, Dezembro 29, 2007

Partituras (índice)

Registo - Armando Luís de Carvalho Homem - 7-3-2005
Valsa do mês de Maio - Eduardo Aroso - 8-3-2005
Fantasia "A Espanhola" - Octávio Sérgio - 9-3-2005
Tempos idos - Virgílio Caseiro - 22-3-2005
Estudo - Octávio Sérgio 26-3-2005
Fado em Dó - Borges de Sousa - 26-3-2005
Lundum da Baía - 23-4-2005
Variações do Lundum do Malhão - 28-4-2005
Os Quadros - José Dória - 5-5-2005
Tarde de Serenata - Paulo Soares - 7-5-2005
Registo - Armando Luís de Carvalho Homem - 7-5-2005
Valsa do mês de Maio - Eduardo Aroso - 8-5-2005
Variações em Lá maior - António das Águas - 11-5-2005
Capricho em Lá - Octávio Sérgio - 11-5-2005
Variações em Lá maior - Jorge Tuna - 11-5-2005
Variações em Lá menor - Nuno Guimarães - 11-5-2005
Variações em Ré menor - Armando de Carvalho Homem - 11-5-2005
Variações em Si menor - Carlos Paredes - 11-5-2005
Variações em Sol maior - Octávio Sérgio - 12-5-2005
Sonata para guitarra Inglesa - 17-5-2005
Variações em Ré menor - Almeida Santos - 17-5-2005
Variações em Lá Maior - António Portugal - 24-5-2005
Variações em Lá maior - António Carvalhal - 26-5-2005
Canção da Primavera - Francisco Martins - 5-6-2005
Variações em Mi menor - Armando de Carvalho Homem - 6-6-2005
Variações para guitarra Inglesa - 9-6-2005
Variações em Lá Maior - José Amaral - 18-6-2005
Variações em Mi Menor - Jorge Tuna - 16-6-2005
Valsa em Lá Menor - Flávio Rodrigues - 20-6-2005
Variações sobre o Fado em Dó - Flãvio Rodrigues - 27-6-2005
Fado Variado - Lopes Macedo - 1-7-2005
Variações de Coimbra - Afonso de Sousa - 2-7-2005
Estudo em Ré Menor - Octávio Sérgio - 11-7-2005
Variações sobre um tema em Sol - Alexandre Bateiras - 17-7-2005
Serenata da Sebenta - Cândido Viterbo - 22-7-2005
Variações em Ré Maior - Serrano Baptista - 24-7-2005
Variações em Ré Menor - Flávio Rodrigues - 28-7-2005
Estudo em Bordões - Octávio Sérgio - 8-9-2005
Angústia - Octávio Sérgio - 10-9-2005
Tocar da Cabra - Francisco Macedo - 14-9-2005
Menina dos Olhos Tristes - José Afonso - 17-9-2005
Eterna Canção - António Vianna - 27-9-2005
Tempo sem Sombras - Octávio Sérgio - 28-9-2005
Fado dos Búzios - 18-10-2005
Fado da Pátria - 20-10-2005
Canção das Lágrimas - 11-11-2005
Fado da Vida - 14-11-2005
Samaritana - 19-11-2005
Fado da Saudade - 20-11-2005
Balada de Despedida - Raposo Marques - 22-11-2005
Variações em Lá Menor - Armando de Carvalho Homem - 23-11-2005
O Meu Fado - 1-12-2005
Fado do Alentejo - 6-12-2005
Cantiga para quem sonha - 19-12-2005
Era uma vez ... o amor - 20-12-2005
Fado Alentejano - 21-12-2005
Rondó para Guitarra Clássica - 21-12-2005
Valsa 1 e 2 - 22-12-2005
Saudades - Paulo de Sá - 25-12-2005
Valsa do Conimbricense Armónico - 27-12-2005
Cheia de Graça - 28-12-2005
Canção do Conimbricense Armónico - 27-12-2005
Grandes Variações - L J M Oliveira - 2-1-2006 e 4-1-2006
Variações em Lá Menor - João Bagão - 11-1-2006
Josezito - Octávio Sérgio - 12-1-2006
Fado das Andorinhas - 16-1-2006
No Lago do Breu - José Afonso - 17-1-2006
Menina dos Olhos Tristes - 19-1-2006
Senhora do Almortão - 22-1-2006
Balada do Outono - José Afonso - 25-1-2006
Alla Turca - Mozart - 28-1-2006
Fado de Coimbra - Paulo de Sá - 30-1-2006
Amar Incerto - Virgílio Caseiro - 30-1-2006
Esperança - Virgílio Caseiro - 1-2-2006
Pensamento Livre - Virgílio Caseiro - 6-2-2006
Asas Brancas - Afonso de Sousa - 9-2-2006
Tempos Idos - Virgílio Caseiro - 10-2-2006
Vivi um Sonho - Virgílio Caseiro - 14-2-2006
Fado Despedida 5º Ano Médico 1927/28 - 18-2-2006
Noite de Luar - 25-2-2006
Dobadoira - 11-3-2006
As Pombas - José Afonso - 24-3-2006
Rezas à Noite - 4-4-2006
Variação 1 - 7 - João Paulo Pereira - 18-4-2006
Thema de La Molinaria - 18-4-2006
Variações em Ré Menor - Octávio Sérgio - 2-5-2006
Canção da Infância 18-5-2006
Balada da Oliveira - Caldeira Cabral - 5-6-2006
Estrudo em Harpejos - Caldeira Cabral - 15-6-2006
Ensaio nº 1 - Octávio Sérgio - 23-6-2006
Mar Goês - Carlos Paredes - 25-6-2006
Valsa em Mi Menor - Caldeira Cabral - 1-7-2006
Fado das Praias - 10-7-2006
Fado das Três Horas - 14-7-2006
Duo à Rainha Santa - 14-7-2006
Scena el Aria d'Ines de Castro - 21-7-2006
Variações em Ré Menor - Octávio Sérgio - 22-7-2006
Balada dos Meus Amores - 28-7-2006
Fado da Saudade - 29-7-2006
Renascer - Álvaro Aroso - 1-8-2006
Dor na Planície - Octávio Sérgio - 18-9-2006
Fado das Penas - 19-11-2006
5 de Outubro - Os Quatro Elementos - 6-12-2006
Os Olhos Negros e os Azuis - 21-12-2006
Método João Vitória - 5-1-2007
1º Minuete - Vidigal - 18-1-2007
Carta da Aldeia - 22-1-2007
Verdes são os Campos - 23-1-2007
Barcas Novas - 8-2-2007
Fado das Alminhas - 10-2-2007
Minha Mãe - 18-2-2007
Valsa em Sol - Fernando Xavier - 13-4-2007
Fado da Luz - 16-4-2007
Um Dia - 4-6-2007
Vila da Feira - Fernando Xavier - 10-6-2007
A Noite - 19-6-2007
Danças - Octávio Sérgio - 29-6-2007
Variações em Ré Maior - Octávio Sérgio - 6-7-2007
Partida - Octávio Sérgio - 8-8-2007
Variações sobre o tom de Lá - Octávio Sérgio - 26-12-2007

Lançamento de um disco de guitarra de Coimbra pelos alunos da escola da ACCMM, sediada no ISEC. Diário de Coimbra de hoje.

Sexta-feira, Dezembro 28, 2007

“Na cultura ocidental europeia, por reflexo e fruto muito particular da praxis romântica do século XIX, a transição para o Ano Novo depressa se tornou razão vigorosa de comemorações e festividades de gáudio e júbilo. Neste âmbito, rapidamente e por força da criação do gosto orquestral decorrente da escola de Mannheim, o império Austro-Húngaro e muito concretamente a cidade de Viena, criaram estruturas e hábitos musicais concertísticos, tirando partido dos seus compositores mais ilustres, com especial referência à família Strauss.
Tornaram-se assim pontos de referência festiva e cultural os concertos de Ano Novo de Viena, onde as valsas, polkas, mazurkas e outras danças facilmente poderiam estimular o convívio, a alegria, a evasão, o festejo e a comemoração.
O equilíbrio, a aceitação e a beleza dos concertos realizados, quase sempre enriquecidos ainda com graciosos efeitos baléticos, levou à global aceitação desta “receita” por todos os centros culturais da Europa.
É ao abrigo ainda deste princípio que se justificam, de pleno direito, os actuais concertos de Ano Novo. “Ano Novo, Vida Nova” e eis um excelente motivo para a alegria colectiva e evasão emocional, sempre esperançosas em novas e por certo mais consequentes realizações pessoais! E neste sentido, que melhor solução que a recorrência às valsas e ao seu rodopiar ternário, quase metafísico? Cumpra-se por isso o ritual ocidental. Encontre-se espaço para dar viagem aos afectos. Rodopiem-se os corpos e com eles os espíritos. Acredite-se, de facto, que um novo padrão de gratificação humana está prestes a chegar. Chegou a hora! Vamos ao concerto!!!”
(Virgílio Caseiro, maestro titular da Orquestra Clássica do Centro)

Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra em Lisboa, no Casino Estoril
*
Homenagem a Miguel Torga
*
Já há muitos anos, no sábado mais próximo do 25 de Novembro, data da inolvidável “Tomada da Bastilha”, comemorando agora o seu 87º aniversario, realizou a Direcção da Associação a costumada Festa, desta vez com a homenagem a Miguel Torga, no ano do seu centenário. Tudo se conjugou para uma grande reunião no Casino. Gente…muita gente!
O programa prometia, ansiedade era muita.
Tudo começou pela alegria de rever velhos companheiros, dar muitos abraços e recordar com muitas saudades o tempo passado, onde tudo era lindo… Um bem-estar interior afaga-nos de mansinho, vai-se entranhando em nós. É a felicidade do reencontro. Coimbra no seu melhor!
A presença dos três últimos Magníficos Reitores, todas as Associações dos Antigos Estudantes de Coimbra, o Presidente da Câmara da nossa “Cidade”, tudo enfim contribuía para a festa ser maior.
Conversa e mais conversa, todos se sentam para jantar à última hora. Assiste-se ao Programa do Casino, segue-se a Tuna da Faculdade de Medicina de Coimbra, os cumprimentos e agradecimentos da Presidente da Direcção, a entrega do Premio à melhor aluna da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e, finalmente, a Homenagem a Miguel Torga.
Era o ponto alto da Festa!
Obra do nosso querido Amigo Carlos Carranca, senhor de conhecimento perfeito de Miguel Torga e sua genial obra.
_Silencio…muito silencio! Cenário sóbrio!
Carlos Carranca entra em cena em mangas de camisa e descalço. Senta-se à mesa, no canto inferior esquerdo, acende a vela e começa, com a sua famosa voz, narrando os acontecimentos marcantes da vida do Escritor, dizendo no seu estilo incomparável os versos do próprio Miguel Torga.
Ao fundo, começam a movimentar-se os alunos da Escola profissional do Teatro de Cascais. Todos descalços, modestamente vestidos, com movimentos sentidos e lentos, muito bem ensaiados. Duas moças cantam maravilhosamente e a narrativa segue na voz do Carlos Carranca.
Sobe então ao palco o nosso querido Amigo Luís Goes que, acompanhado por Carlos Couceiro e António Toscano, canta como só ele sabe, o poema” Aqui”.
Foi a melhor e mais linda homenagem que vi prestar a Miguel Torga.
O Carlos Carranca merece os nossos melhores aplausos. Todos o aplaudem de pé.
Segue-se, como é da praxe a Serenata e a Balada da Despedida pelo grupo Serenata de Coimbra.
Feliz a Associação que pode contar, entre os seus associados, um Autor capaz de tal comedimento.Demos todas as mãos e, com muita amizade e muita alegria, gritemos bem alto
”F.R.A. Carlos Carranca”.
*
Com as melhores Saudações Académicas
Maria Manuela Alves da Costa
Presidente da Delegação de Lisboa nos anos 1981/84
Sócia Honorária da Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra em Coimbra desde 1990


Três nomes de grande projecção na Guitarra e Canto de Coimbra, pretendem um "rumo novo para a canção" e, para isso, vão lançar um CD. Talento não lhes falta. Assim se concretizem as suas intenções.
Entrevista de Lídia Pereira no Diário as Beiras de 26-12-2007.

Quarta-feira, Dezembro 26, 2007

José Afonso em Viseu

O Teatro Viriato, em Viseu, vai receber na próxima sexta-feira, dia 28, um concerto intitulado «Um Redondo Vocábulo» pela voz de João Lucas e piano de João Afonso. O concerto pretende revelar um olhar diferente e intimista, materializado num recital único, testemunho inédito da obra poética e musical de Zeca Afonso.
«Um Redondo Vocábulo» é um espectáculo delicado, no qual sobressaem os arranjos para a voz e piano, e vai percorrer cronologicamente as canções menos e mais intimistas do cantor.
Este concerto será uma prenda que o Teatro Viriato vai oferecer à cidade de Viseu, pois a entrada é gratuita.

http://www.teatroviriato.com/
Associação José Afonso
Rua Damão 26 - 28
2900-340 Setúbal
tel (00351) 265. 185 580
fax 265. 185 581

Terça-feira, Dezembro 25, 2007





































Ainda a digressão do Coro dos Antigos Orfeonistas ao Japão, Áustria e Eslováquia. Fotos de Luís Ferreirinha.

José Alberto Rabaça

"APANHEI-O" AQUI EM FARO DURANTE O VERÃO E SÓ AGORA DEPOIS DE SAIR DO HOSPITAL É QUE LHE DEI UM RETOQUE FINAL.
OUVI-O E VI-O A TOCAR EM MINHA CASA, ENQUANTO LHE APANHAVA O PERFIL ... E ESTÁ LÁ TODA A SONORIDADE TELÚRICA DA GUITARRA DE COIMBRA ... AQUELE BALANÇO
NEM TODOS LÁ CHEGAM ...
José Maria Oliveira

Temos novamente o nosso Amigo José Maria no activo, depois de um susto que apanhou. A forma continua em grande, como se pode ver.

Domingo, Dezembro 23, 2007

"Coimbra Versus Lisboa - Que Futuro?". Terceira parte de um texto de J. A. Horta da Silva no Diário de Coimbra de hoje.
As outras partes, pode vê-las nos dias 9 e 16 de Dezembro.

Sexta-feira, Dezembro 21, 2007



José Miguel Baptista captou estas imagens da gravação do "Trovador" cantado por Almeida Santos, para um disco do Coro dos Antigos Orfeonistas com Guitarra e Canto de Coimbra. Houve que afinar a guitarra! Nuno Botelho acompanhou à viola.

Quinta-feira, Dezembro 20, 2007





Faz hoje 27 anos que morreu Artur Paredes. Esta pequena biografia foi retirada do livro de José Niza, Fado de Coimbra II, da editora Ediclube, inserido na colecção Um Século de Fado, lançada em 1999.

Ainda a viagem do Coro dos Antigos Orfeonistas ao Japão e Áustria. Diário as Beiras de 16 de Novembro de 2007.

Quarta-feira, Dezembro 19, 2007

Festa das Latas e a Serenata ao Caloiro. Diário de Coimbra de 26 de Outubro de 2007. Texto de Carina Leal e foto de Figueiredo.

Foto de uma Serenata. Jornal Público de 15-10-2007. Convidam-se os comentadores a pôr uma legenda com os nomes dos intervenientes.
José Henrique Dias já os identificou. Aqui vão: Jorge Godinho, António Portugal, Manuel Pepe. Canta o Luiz Goes e depois estão o Rui Neto, o Machado Soares e o Zeca Afonso.
Sé Velha, 1951.

Domingo, Dezembro 16, 2007

Coimbra Versus Lisboa - Que Futuro? Artigo de José Horta, 2ª parte, no Diário de Coimbra de hoje.
A 1ª parte pode encontrá-la neste Blog no dia 9 deste mês de Dezembro.

Homenagem a Tó Nogueira pela Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra. Diário de Coimbra de hoje.

No rescaldo da homenagem a José Miguel Baptista, no passado dia 11 no Atrium Solum, o Diário as Beiras de ontem traz esta foto de Teresa Sousa Fernandes com o livro de poesia que na altura lançou, dedicado precisamente a José Miguel Baptista.

Sábado, Dezembro 15, 2007

15 anos do Grupo de Fados da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
08/12/2007

Mensagem de Feliciano:

O grupo de Fados da FMUP esteve de parabéns, fazendo 15 anos. Decorreu um espectáculo de comemoração, no passado dia 8 de Dezembro, na Ordem do Médicos. Para além de ter reunido as várias formações anteriores, contou com a presença de convidados; nomeadamente Pedro Pinto e Pedro Caldeira Cabral. Foi gravado em vídeo e áudio, prevendo-se uma futura edição em formato DVD.

Veja aqui as fotos:
http://picasaweb.google.pt/jsome1/15AnosDeGrupoDeFadosDaFMUP

O grupo de Canto e Guitarra de Coimbra "Toada Coimbrã", celebrou 20 anos de carreira. Diário de Coimbra de ontem, no suplemento Fim-de-semana.

Concerto-conferência no Café Santa Cruz, no passado dia 9 deste mês. Diário de Coimbra de ontem, no seu suplemento Fim-de-semana.

Sexta-feira, Dezembro 14, 2007

Tantas e tantas digressões com o Zé Miguel, e, agora, aqui ao pé de casa, não me foi possível - por motivos profissionais - estar presente na Festa dos Amigos. Mando-lhe este poema, não para ele cantar, desta vez, mas para que o guarde no seu álbum de memórias.
*
AB INITIO
Ao José Miguel Baptista

Quando alguém chegava
Aquém fronteira
Início, claridade,
Tu, sorridente, cantavas
Na meia tonalidade.

E bastava isso para haver manhã.
As horas que nascem do dia são tantas
Para chegarem nuvens de contradança...
Mas tu já tinhas lançado da laringe
Pássaros de todas as esperanças.

Dezembro de 2007
Eduardo Aroso

Do site da Toada Coimbrã apresento-lhes aqui o endereço para chegar à letra e à pauta de música com tablatura da linda Balada da Despedida do Quinto Ano Jurídico de 1988 - 89, numa transcrição de Manuel Soares.
http://toadacoimbra.blogspot.com/2007/11/balada-da-despedida-do-5-ano-jurdico.html

Quinta-feira, Dezembro 13, 2007

NATAL 2007 ( pensando na minha neta ) e dedicado ao José Miguel Baptista

Nasceu o Menino.

A surpresa não foi o curral

nem a pobreza

nem o toque divino

nem a beleza

sobrenatural

foi o sexo - era feminino.

Carlos Carranca

Orquestra Clássica do Centro

A nossa história ...
13 Dezembro 2001 – 2007 ( 6 anos )

Em 13 de Dezembro de 2001, a Orquestra Clássica do Centro (OCC) teve a sua primeira apresentação no Teatro Académico de Gil Vicente. Posteriormente, o projecto da OCC foi considerado de superior interesse cultural, por sua Exª o Ministro da Cultura e como tal está desde então abrangido pelo Estatuto dos Benefícios Fiscais (anterior Lei do Mecenato). Desde 2004 a OCC é oficialmente reconhecida por parte do Ministério da Cultura, sendo-lhe atribuído um subsídio ao abrigo dos concursos para projectos profissionais. Também em 2004 foi constituída uma Comissão de Honra da OCC, que integra personalidades como Sua Ex.ª Reverendíssima o Bispo de Coimbra, os Governadores Civis de Coimbra, Viseu, Leiria e Guarda, os presidentes de 40 Câmaras da Região Centro, o Magnífico Reitor da Universidade de Coimbra, o Presidente do Instituto Politécnico de Coimbra, o Presidente do Conservatório Regional de Coimbra, 4 Ordens Profissionais e ainda um conjunto de pessoas de indiscutível valia nacional.

Nos últimos 6 anos, a OCC tem vindo a intensificar a sua intervenção na Região Centro, com a apresentação de programas diversificados e abrangentes em termos de riqueza solística regional e nacional. A Orquestra tem procurado tirar partido desta riqueza, como forma de divulgar novos valores e os catapultar para o panorama nacional. Esta preocupação não impede a Orquestra, contudo, de continuar a privilegiar o contributo de grandes solistas nacionais como Carlos Guilherme, Pedro Caldeira Cabral ou Rão Kyao, Ana Paula Russo, António Salgado, Margarida Reis, Pedro Carneiro, Bruno Borralhinho, entre outros.

A OCC tem vindo a desenvolver uma actividade continuada em toda a região centro, essencialmente pautada pela realização de concertos “clássicos” e pedagógicos. Também tem vindo a multiplicar a actuação de formações de câmara (trios, quartetos e quintetos, entre outras), disponibilizando assim um leque variado de programas/ repertórios, em função das circunstâncias/ local dos eventos.

Permitimo-nos destacar do nosso historial algumas das iniciativas que realizámos/ organizámos em Coimbra:

Guitarra / Canção de Coimbra
O historial da OCC inclui diversas iniciativas realizadas sobre esta temática, nomeadamente Concertos em espaços monumentais, com a guitarra como instrumento solista, o tratamento orquestral da canção de Coimbra, o Festival “Cantar Coimbra”, realizado no Convento de S. Francisco (do qual resultou a edição de um CD gravado ao vivo), os workshops Encontros com a Guitarra I e II, sob orientação de Pedro Caldeira Cabral, e, em 2007, os I Encontros Internacionais da Guitarra Portuguesa, com o Alto Patrocínio da Caixa Geral de Depósitos, que contaram com a participação em Concerto de verdadeiros mestres da guitarra, como sejam António Chaínho e Fernando Alvim, Pedro Caldeira Cabral, entre outros.

Conferências:
Em 2002 iniciámos um Ciclo de Conferências, a primeira das quais subordinada ao tema “Música, Educação e Cultura”. Ao longo do nosso percurso realizámos inúmeras Conferências sobre as mais diversas temáticas, para as quais convidamos personalidades de reconhecido mérito nacional e mesmo internacional, de que serão exemplo, o Maestro Vitorino de Almeida ou o pintor Mário Silva. Organizámos Ciclos temáticos em Ordens Profissionais (Ordem dos Engenheiros, Ordem dos Médicos ou Ordem dos Enfermeiros). Levámos os Concertos comentados a vários municípios, assumindo claramente a vertente pedagógica que acompanha a OCC desde a primeira hora. Nestas Conferências paralelamente decorrem duas linhas de acção: uma, de exposição musicológica sobre pormenores da vida e obra do autor, pensamento estético, questões de interpretação, exposição temática, forma, etc., e outra de desempenho instrumental, levada a cabo por um conjunto de instrumentistas (trio, quarteto, quinteto, …).

Concertos:
Em conjunto com o Município de Coimbra organizámos ciclos de concertos anuais (um concerto por mês), genericamente denominados “Mo(nu)mentos Musicais” (no âmbito de “2003 – Coimbra Capital Nacional da Cultura”), Concertos Almedina (2005) e Concertos Prestígio (2006/2007).

Em 2002 demos também início à realização de Concertos Pedagógicos, que tiveram o seu ponto alto em com a realização de dois Concertos no Pavilhão Multidesportos, em Coimbra, com a presença de cerca de 2500 e mais de 3000 pessoas, respectivamente.

Outras iniciativas:
- organizámos um desfile de moda, ao som da Orquestra, na escadaria dos Serviços Centrais da Faculdade de Ciências da UC (Pólo II);
- organizámos um espectáculo único e de singular beleza, no Palácio de S. Marcos, com a participação da Orquestra e da Escola Portuguesa de Arte Equestre;
- concerto no Pátio das Escolas, Coimbra, com o Coro dos Antigos Orfeonistas da UC e o tenor russo Mikail Gubsky, no âmbito do encontro reitores;
- desde 2006, a convite da Reitoria da Universidade de Coimbra, organizamos a charamela da Universidade;
- em Março de 2007, integrado nas comemorações dos 100 anos da morte de E. Grieg, organizamos nomeadamente um recital de piano com Anne Kassa, que teve lugar na Quinta das Lágrimas;
- co-organizámos a digressão a Portugal da Orquestra de Câmara Juvenil de Nordrhein-Westfalen em Maio/ Junho de 2007 (total de 8 concertos realizados em Vila Real, Lisboa, Aveiro, Figueira-da-Foz e Coimbra);
- com o Governo Civil do Distrito de Coimbra, iniciámos uma parceria que se traduziu na realização das iniciativas
1. “A floresta também é património”, actividades realizadas nas grutas do Casmilo e concerto final realizado nas ruínas de Conímbriga (2 fins-de-semana);
2. “Encontro com o Património” – concerto/ conferência realizado no Mosteiro do Lorvão;
3. “Conc(s)ertos à Indiferença”, no âmbito de 2007 - Ano Internacional para a Igualdade de Oportunidades para Todos, com iniciativas em Lousã e Coimbra:
- Lousã (2 dias), Concerto / Conferência, com a participação do Dr. Fernando Nobre, Presidente da AMI, e do Quarteto de Cordas da OCC; e Concerto com a OCC e o Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra (CAOUC):
- Coimbra, Concerto de Natal, na Sé Nova, com a participação da OCC e do CAOUC; Concerto / Conferência, no Café Santa Cruz, com a participação do Dr. Mário Soares, de Fernando Alvim (guitarra clássica), João Torre do Valle (guitarra portuguesa) e um Quarteto de Cordas da OCC.

- “Arte Com/nvida”, que inclui a realização de vários Concertos com o grupo 5ª punkada, do núcleo regional da APPC;
- Recitais no Rio Mondego:
1. à tarde, na Barca Serrana, com guitarra portuguesa e violoncelo;
2. à noite, a bordo do “Basófias”, com quarteto de cordas.

- “Concertos no Coreto”, em 2007 assinámos um protocolo de colaboração com a Águas de Coimbra, E.M., em que assumimos a organização de um ciclo de concertos com Filarmónicas do Concelho, realizado no coreto do parque Dr. Manuel Braga, em Coimbra, durante 10 sábados;

- da nossa programação destacamos ainda a realização anual de Concertos de Natal, Páscoa e Ano Novo (em Coimbra e outros locais), bem como a realização, em 2007, no Pavilhão Centro de Portugal, de um Concerto de Carnaval

De referir ainda a edição dos CD “Cantar Coimbra” (gravado ao vivo, em 2004, no Convento de S. Francisco, em Coimbra), “Mondego”, com Rão Kyao, (2007) e “Suite Aeminium” (2007), bem como a gravação para a Antena 2 do Concerto realizado no Mosteiro de Celas, com a participação do violoncelista Bruno Borralhinho e de “Uma Ilha na Lua” (em colaboração com a Camaleão – Ass. Cultural).
A Orquestra Clássica do Centro assinalou em 2007, 6 anos com uma actividade ininterrupta. Há palavras que definem este nosso percurso: determinação, entusiasmo e confiança na ideia de que, o projecto que defendemos é fundamental para a Cidade, para a Região, para as Pessoas. Pessoas que acreditam que, através da música, da cultura, se faz crescer um Povo! A todos a nossa gratidão!
Honra-nos a certeza de que fizemos o melhor que PODIAMOS. Muitos obstáculos houve que superar, mas sempre os dobrámos com denodo, coragem e de mãos dadas com os melhores. Enquanto contarmos com eles o projecto não parará de crescer.

O futuro é continuar, continuar, continuar!!!
Trabalhar para que a OCC se expanda e se imponha como uma instituição cultural autónoma e orientada pelo e para o Bem da Cidade e da Região Centro continua a ser o nosso objectivo.
“ Deus quer, o homem sonha, a obra nasce!”
Contamos com todos!
Boas Festas!
Enviado por Maria Emília Martins

Quarta-feira, Dezembro 12, 2007

Reportagem da festa de ontem no Atrium Solum, para homenagear José Miguel Baptista. Diário de Coimbra de hoje com texto de Paula Monteiro e foto de Ferreira Santos..

Terça-feira, Dezembro 11, 2007

Homenagem a Miguel Torga no Casino Estoril, promovida pela Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra em Lisboa. Jornal Centro de 5 de Dezembro.

José Miguel Baptista vai ser hoje homenageado. Diário de Coimbra de hoje com texto de Ana Margalho e foto de Carlos Araújo.
Parabéns, José Miguel.

Segunda-feira, Dezembro 10, 2007









Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos - "Conc(s)ertos à Indiferença".

João Torre do Valle, Fernando Alvim e um Quarteto da Orquestra Clássica do Centro, antecederam a conferência de Mário Soares, subordinada ao tema "Globalização e Igualdade Social", realizada ontem.

Em cima, pequenas biografias de João Torre do Valle e Fernando Alvim, insertas no folheto distribuído aos assistentes.

Mudanças na Queima das Fitas, a partir de 2008. Diário as Beiras de hoje, com texto de Patrícia Cruz Almeida.

Honoris Causa de Almeida Santos no Diário de Coimbra de hoje, com texto de Carlo Santos e fotos de Ferreira Santos.

Almeida Santos


Hoje, pelas 10.30 na Sala dos Capelos da Universidade de Coimbra foi o Doutoramento Honoris Causa do Dr. Almeida Santos que, além de político e jurista, é um cultor da Canção de Coimbra, tendo cantado, tocado guitarra (autor de umas Variações em Ré Menor), além de ter feito parte da Tuna Académica da UC e do Orfeon Académico de Coimbra.
O Padrinho do Doutorado Honoris causa foi o Professor Doutor Gomes Canotilho, tendo o Professor Doutor Avelãs Nunes feito a apresentação do Doutorado e o Professor Doutor Pinto Monteiro (não é o procurador geral, mas o irmão, Catedrático de Direito de Coimbra).
De destacar que estivaram entre as individualidades: Presidente da Assembleia da República, Presidente do Tribunal Constitucional, Presidente da Relação de Coimbra em representasção do Juíz Presidente do Supremo, Ministro da Justiça, General Ramalho Eanes, Dr. Mário Soares, Dr. Jorge Lacão, Procurador Geral da República, Dr. Mota Amaral, entre outros.
Notar a pesença, a nível da Canção de Coimbra, do Dr. Fernando Rolim e do Dr. Camacho Vieira. Também nos cadeirais o Professor Doutor Polybio Serra e Silva que, além de lente de Medicina, foi Tuno e pertence aos antigos Tunos da UC.
Rui Lopes

Domingo, Dezembro 09, 2007

Coimbra Versus Lisboa - Que Futuro? (I). Texto de Horta da Silva no Diário de Coimbra de ontem.
A 2ª parte aparece no dia 16 deste mês de Dezembro.

Sábado, Dezembro 08, 2007

Cristina Branco canta Zeca Afonso

Esta não é a primeira vez que a cantora “visita” José Afonso. Mas este trabalho de Cristina Branco, por ser inteiramente dedicado à obra poética e musical do cantor de “Abril” surge com uma integridade e uma beleza raras. A emoção transparece em cada tema e Cristina Branco oferece ao seu público alguns preciosos momentos de pura poesia. Quem for ouvi-la, esta noite, (dia 7, ontem) às 21H30, no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, naquele que é o concerto de abertura de uma digressão nacional, poderá contar com uma revisitação de 16 temas que oferecem, de alguma forma, a obra inteira que José Afonso legou a todos.
Diário as Beiras - Ouvindo “Abril”, percebe-se que este é um projecto feito com o coração, com uma vontade de devolver em integridade e beleza a obra poética e musical de José Afonso. Como é que surgiu este trabalho?
Cristina Branco - Espontaneamente porque já não é a primeira vez que gravo temas do José Afonso (“Murmúrios” e “Ulisses”) e impôs-se depois do tributo aos fados de Amália (“Live”). Afinal, José Afonso faz parte do meu ouvido há muito mais tempo que o fado e não ficaria de bem comigo se não me embrenhasse no seu mundo da mesma forma que fiz com os temas de Amália. Com respeito pelas suas melodias e tentando não desvirtuar o universo por ele criado.
DB - “Abril” é um momento assumido de homenagem a um compositor que deixou marcas importantes (também) em si?
CB - Sim, e também o momento de tomar fôlego para o grande mergulho que vem a seguir, ou seja, criei um espaço de aprendizagem com os meus mestres para agora me “envolver” tranquilamente na minha música.
DB - O que é que o país, os seus cantores e os seus poetas devem a Zeca, essa personalidade a muitos títulos ímpar na cultura musical portuguesa do século XX, que ainda não lhe deram?
CB - Acho que quando se d* não se pede nada em troca e o Zeca deu o que tinha. O seu património é as palavras de entreajuda, as melodias “orelhudas”, subtis gritos de alerta para não acordar o monstro. Recebemos agradecidos e tentamos lembrar simplesmente. Não pediu nada em troca... talvez lembrá-lo sempre seja a melhor dádiva de todas!
DB - Pelo que foi possível saber, as apresentações em Lisboa ditaram um encontro “feliz” com quem foi ouvi-la cantar Zeca Afonso. Como foi?
CB - Foi surpreendentemente bonito, gratificante. Vieram os amigos, a família, os políticos, os curiosos, como bom augúrio. E todos traziam “estórias” do Zeca para nos contar, para acrescentar saber à minha aprendizagem.
DB - Para que público pensou e construiu depois este projecto?
CB - A intenção foi simplesmente deixar fluir a simplicidade da música do Zeca, o surrealismo dos seus poemas. A de mais, repare, conotar politicamente seria ridículo, não é esse o meu papel. Uma vez mais, foi a beleza e complexidade do repertório, que me envolveu e me guiou até ao “Abril”.
DB - Inicia hoje, 7 de Dezembro, em Coimbra, uma digressão nacional com este trabalho. Quais são as suas expectativas?
CB - Espero que “venham mais cinco” para lembrar a música e cantar, cantar muito. Sem preconceitos, porque o Zeca é de todos e não teve nunca a cor dum partido. O seu ideal foi o da justiça e a sua arma as palavras e as melodias.
DB - Vem cantar Zeca a Coimbra. A experiência de ruptura com uma tradição a muitos títulos castradora vivida pelo poeta cantor poderá inspirá-la, de algum modo, a fazer uma incursão pela canção de Coimbra?
CB - José Afonso é uma inspiração, mas adianto-lhe que a canção de Coimbra está bem entregue nas mãos de bons cantores e músicos de excelência que estão a recriar e a compor de forma brilhante para o género. Eu nada traria de novo.
DB - A Cristina Branco vem do fado, embora de um “fado novo”, como convencionou dizer-se, mas a sonoridade deste “Abril” é a do jazz e a matriz é a do Zeca. Como é viajar assim entre sonoridades e estilos?
CB - É a minha praia! Não gosto de rótulos e ter a liberdade de me movimentar entre as camadas do convencional, é o que sempre ambicionei, porque se aprende navegando em águas paradas tal como em mares mais agitados.
DB - E a música portuguesa em Portugal? O que é que entende como absolutamente prioritário para que a música chegue ao público para o qual é feita?
CB - Respeitar esse mesmo público, e com isso quero dizer que devemos “ouvir” o fruir da nossa sociedade, do mundo, sendo que temos nas mãos o papel de conduzir lucidamente os gostos e alternativas que se nos apresentam todos os dias.
*
Jornal Diário as Beiras de ontem; entrevista de Lídia Pereira.

A Orquestra Clássica do Centro e o Governo Civil de Coimbra convidam V.Exª a assistir ao Concerto - Conferência a ter lugar no próximo Domingo, dia 9 de Dezembro, às 18:00 horas, no café Santa Cruz (Coimbra), no âmbito da iniciativa “Conc(s)ertos à Indiferença”, que visa assinalar o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos.
“Globalização e Igualdade Social” será o tema da conferência a proferir pelo Dr. Mário Soares, com apresentação do Prof. Doutor Gomes Canotilho. Participação de um Quarteto de Cordas da OCC, de João Torre do Valle (guitarra portuguesa) e de Fernando Alvim (guitarra clássica).
Enviado por Maria Emília Martins

Sexta-feira, Dezembro 07, 2007

Sonoridades e magia ...

Por José Henrique Dias*

As minhas idas a Coimbra, semanais, por força do trabalho, confinam-se ao território da Cruz de Celas. É chegar ao Instituto Miguel Torga de manhã, relativamente cedo, pegar no trabalho e ficar quase até o dia acabar. Entre aulas, seminários e despachar requerimentos, apenas o intervalo para um almoço rápido. Perco assim a visão do que vai pela minha cidade, não me lembro já de ter passeado na baixa, se descontar uma ou outra presença nocturna em frente a Santa Cruz, nas festas de Julho, por mor de ligações à música de Coimbra e a gentilezas de companheiros que se esforçam por luzir, por não deixar morrer esse património da academia e da nossa cidade, tão esquecido pelos que têm a responsabilidade de preservar, divulgando, o nosso multiforme património cultural.
Durante anos, o meu amigo e colega Sansão Coelho manteve na rádio o programa Do Choupal até à Lapa, onde passava com timbre e inteligência inconfundíveis os melhores registos discográficos da música de matriz coimbrã. Digo assim, servindo-me do que já é um chavão, porque a nossa música é poliédrica na tessitura melódica como multifacetada na espessura poética, desde que Edmundo Bettencourt, nos idos de vinte do século passado, lhe deu uma volta, na indispensável companhia de Artur Paredes, que afinou e encorpou a guitarra de uma maneira outra, para vibrar nas ruas, até que Luiz Goes a vestiu de roupagens mais universalistas, no timbre singular da sua voz de barítono e pela sensibilidade interpretativa que o coloca entre os maiores vultos, os mais altos símbolos da música popular contemporânea, ao lado de Amália e Carlos Paredes.
Claro que há alguns outros que dos anos cinquenta aos dias de hoje mantiveram a chama e operaram incursões por outras veredas da luxuriante natureza que a referência matricial consente. Como há os pioneiros da divulgação discográfica, além de Bettencourt, caso à parte, os Menano, Junot, Armando Goes, Paradela.
Claro que é incontornável o magistério de António Portugal e António Brojo, como fundamentais as criações de João Bagão sobremaneira nas gravações de Goes. Também Carvalho Homem e José Amaral, nos anos quarenta.
Certo que não se pode omitir a inteligência criativa e a singularidade de Jorge Tuna ou os aprofundamentos técnicos de Paulo Soares, como é imperativo fixar a qualidade de Octávio Sérgio e não esquecer Francisco Martins, Eduardo Melo, João Moura, cujas guitarras sempre nos convocam. Naturalmente salientamos Machado Soares, José Mesquita, António Bernardino, Jorge Cravo, ainda por outra afectividade minha Augusto Camacho, Fernando Rolim, Sutil Roque. Há também Fernando Xavier, guitarrista de pessoalíssima sonoridade e uma notável obra conhecida de poucos. E não queria deixar de fora, porque especialmente importantes, "os violas". Por todos, de todas as gerações, registo Aurélio Reis, António Toscano, Levy Batista, Durval Moreirinhas, Rui Pato e Armando Luis Carvalho Homem.
Outros dedos e outras vozes podiam ser chamados à galeria, não há aqui um módico de hierarquização, de escolha por virtuosismos ou critérios que não sejam os dos solavancos da memória. Cada um de nós tem os seus eleitos, dispenso-me de outras enumerações porque muitos se contam entre os meus amigos, comigo repartem as angústias desta era do esquecimento, do silêncio, do vazio, se Lipovetsky não se importa.
E é inevitável, por ligações fundadoras e logo pela revolução operada, que evoquemos Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira e se interpele o que de fundamental aconteceu quando se passou a cantar Manuel Alegre e José Niza. Mas são já outras músicas, para outras auspiciosas respirações.
Por sagração dos deuses, a música coimbrã tem proporcionado o aparecimento de grandes intérpretes da guitarra e o despontar de alguns cantores de apreciável qualidade, como tem proporcionado o emergir de algum esforço renovador.
Não chegariam as colunas deste jornal se tivéssemos cabedal de sabedoria para os tratar a todos, e melhor se arrumariam naturalmente alguns inevitáveis equívocos. Não é porém tudo isso que nos mobiliza. De resto, nem era do que pensava falar quando iniciei a crónica. Acabei empurrado pelas circunstâncias, pelo desgaste que o défice de divulgação da nossa música acaba por impor numa espécie de registo de revolta.
Que diabo acontece para que não se ouça a nossa gente na galáxia radiofónica e não apareça nos alinhamentos televisivos? Instalaram-se o gosto duvidoso de importação e o desfile dessorante da mediocridade nacional. Instalaram-se para ficar.
Calaram Sansão Coelho no grelhado das arrumações do serviço público que pagamos com os nossos impostos, abriram alçapões para ocultarem o que há de mais nosso no opiário dos ecrãs televisivos.
Por outro lado, ninguém, que eu saiba, parece estar capacitado ou inclinado para estudo que valha como organizador da memória. Sobra-nos o trabalho empenhado de Anjos de Carvalho para sabermos os caminhos que as palavras e as melodias foram trilhando desde que há registos fonográficos e se editaram partituras. Se precisamos de rigor, batemos-lhe à porta. Grande o mérito, parca a recompensa.
Não sei, que se me perdoe a ignorância, que em Coimbra se percorra caminho paralelo ou articulado com o deste nosso amigo, a Coimbra ligado por vínculos majorados de afectos, mas que nela nunca viveu, ao que julgo saber.
Estranhamente, a cidade do conhecimento parece não querer conhecer, no lugar e com relevo devidos, um objecto de criação artística no qual a palavra Coimbra mais fundamente se inscreve e onde avulta a condição de estudante.
Que, como o tempo tem provado, não prescreve, ainda que lhe arremessem traulitadas de silêncio, mesmo que à boca pequena haja quem proclame que é coisa menor para respirar em corredores da investigação académica. Tenho fundadas esperanças em Jorge Cravo, pelo talento e pelo ofício de historiador.
Pode o tempo apagar todos os vestígios de uma certa vivência coimbrã. Podem mudar os gostos e esgotar-se o tempo da memória do que fomos. Podem dobrar os sinos de todos os arrepios. Arrisco dizer que recolho uma certeza: onde houver um pingo de sensibilidade, ninguém ficará indiferente à sonoridade única das nossas guitarras ou ao envolvimento que nos percorre a alma em qualquer interpretação de Luiz Goes.
Música lareira lhe chamei um dia. Porque aconchega e nos reconcilia. Porque nos viaja o sangue e acende o tal luar que deixa sombras sobre coisas impossíveis, costumo dizer. Pela sua respiração nocturna. Pela sua evocação intemporal.
Ou, como diria Bettencourt, porque espelha a magia de Coimbra.
*Professor Universitário
Saída no jornal O Despertar de 16 de Novembro, nas crónicas sob a epígrafe A outra face do espelho.





Ontem à noite, o Café Santa Cruz não chegava para tanta gente em Coimbra, estava "Lotação Esgotada" no lançamento do CD do Grupo Toada Coimbrã quase a completar 21 anos de existência e composto pelos seguintes elementos:
António José Vicente (Guitarra),
João Paulo Sousa (Guitarra)
João Carlos Oliveira (Viola)
Jorge Mira Marques (Viola)
Alcides Sá Esteves (Voz)
Rui Lucas (Voz)

A cerimónia de lançamento começou com as palavras de António José Vicente que falou um pouco do grupo. Depois, seguiu-se a actuação da Estudantina Universitária de Coimbra, de que António José Vicente e João Carlos Oliveira foram impulsionadores e fizeram muitas das letras.
Por fim, foi a actuação dos "Toada Coimbrã", propriamente dita.
O progama está no site dos Toada Coimbrã em: http://toadacoimbra.blogspot.com/

Rui Lopes

Duas notas finais:
A primeira, para dizer que lamento não ter podido assistir ao lançamento.
A segunda, para pedir desculpa a Rui Lopes por só incluir 4 das 10 fotos que me enviou, mas a qualidade não deu para as colocar todas no Blog. Mesmo as que coloquei estão longe do bom. De qualquer modo, obrigado pelo esforço.

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