Guitarra de Coimbra (Parte I)
quarta-feira, novembro 07, 2007
terça-feira, novembro 06, 2007
”Abril” de Cristina Branco recria temas de Zeca Afonso
Cristina Branco define o seu novo álbum, “Abril”, a editar hoje (5-11-2007) como “uma perspectiva feminina de José Afonso, que não procura trazer nada de novo e apenas lembrar”.
Este álbum, constituído exclusivamente por temas do repertório de José Afonso, surge depois de um ciclo de espectáculos que Cristina Branco realizou este ano no Jardim de Inverno do Teatro S. Luiz, em Lisboa. “Vim para estúdio mais amadurecida e experimentada nos temas que têm arranjos do Ricardo Dias mas em que afinal todos os músicos participaram. “Canto Zeca Afonso pelo ideal que representa de humanidade, simplicidade e pela qualidade do seu trabalho”, disse a cantora. “Qualquer músico tem de, obrigatoriamente, passar por Zeca Afonso e reflectir sobre aquilo que ele nos deixou”, acrescentou. Um trabalho idêntico ao que realizou sobre Amália Rodrigues, com o facto de a música de José Afonso a ter acompanhado desde sempre, disse. A escolha das músicas “não será a mais óbvia” afirmou a cantora, todavia em “Abril” encontramos temas emblemáticos de Zeca, como“Menino d’Oiro” ou “Venham mais cinco”. No total são 16 canções, abrindo o álbum com “Menino d’Oiro” e encerrando com “Chamaram-me cigano”, passando por “Redondo vocábulo” de que Cristina tinha já feito uma recriação num álbum anterior, “A morte saiu à rua” ou “Índios da Meia Praia”.
Primeiro de Janeiro
Primeiro de Janeiro
Do site da AJA, http://vejambem.blogspot.com/
Encontros de Guitarra Portuguesa








Queria pedir-lhe ajuda na divulgação do próximo concerto da Orquestra Clássica do Centro em Lagoa- Algarve, no Auditório. O programa é o mesmo que realizámos no dia 21 de Outubro em Coimbra, a que estas fotos dizem respeito. A entrada é livre, mas é necessário reserva. Este concerto está incluído no programa dos Encontros e tem o patrocínio da CGD tal como os 3 concertos realizados em Coimbra com: Pedro Caldeira Cabral (e convidados), António Chaínho e Fernando Alvim e a Orquestra Clássica do Centro com Paulo Soares - Guitarra Portuguesa , Direcção de António Sérgio Ferreira .Lembro que os conferencistas ou palestrantes não cobraram qualquer cachet pelas suas intervenções agradecendo pois: aos convidados do Pedro Caldeira Cabral, ao próprio Pedro C. C. e ainda ao João Cuña ( que apresentou o portal da Guitarra Portuguesa), ao Fernando Meireles que falou da construção da Guitarra Portuguesa e um OBRIGADA muito especial ao Rui Vinagre que se desponibilizou para tocar na FNAC - Coimbra no dia 18 - promovendo desta forma também os Encontros/ Guitarra Portuguesa. Aliás, foi ele também que tocou a bordo da Barca Serrana aquando da apresentação dos "Encontros" em Setembro no Rio Mondego.
Maria Emília Martins
Maria Emília Martins
segunda-feira, novembro 05, 2007
120 anos da Associação Académica de Coimbra
ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DE COIMBRA: 120 ANOS DE HISTÓRIA
Exactamente a 3 de Novembro de 1887 foi fundada a mais Antiga Associação de Estudantes do País e quiçá, talvez do mundo: a Associação Académica de Coimbra.
Os seus valores pautaram-se sempre pela firmeza, irreverência e solidariedade, passando também por vários edifícios até ao actual, sendo de salientar o edifício da Rua Larga, destruído aquando a demolição da velha alta, em finais dos anos quarenta, Rua Larga que ficou na memória dos estudantes que lá passavam no seu quotidiano académico dando origem ao Fado de Coimbra "Rua Larga":
Rua Larga é uma saudade
De tempos idos, distantes
Balada de mocidade
Dos antigos estudantes
Tens lá no céu um altar
Coimbra com outra lua
Velas da cor do luar
Das pedrinhas dessa Rua
Também os acontecimentos político-sociais das diferentes épocas não fugiram à AAC ao longo dos tempos, pautando-se na sua irreverência:
- Em 1907, devido ao reprovamento da Tese de Doutoramento em Direito de Dias Ferreira a academia insurgiu-se e isso teve grandes repercussões contra a ditadura de João Franco, indo a academia pela 2 ª vez em peso a Lisboa (a 1 ª^tinha sido na homenagem a João de Deus em 1905), entre os grevistas estiveram nomes sonantes: Trindade Coelho (Filho), Carlos Olavo, Carneiro Franco
- Na Tomada da Bastilha, na noite de 24 para 25 de Novembro de 1920, quando um grupo de estudantes tomou de assalto o "Clube dos Lentes".
- Em 1945, quando o então Presidente da AAC, o Estudante de Direito Francisco Salgado Zenha se recusou a ira a Lisboa agradecer a Salazar por Portugal não ter participado na Guerra, valeu-lhe a demissão.
- Em 1962, quando era Presidente o Dr. Candal e a Academia se revoltou.
- Em 1969, quando a AAC dirigida por Alberto Martins ousou pedir a palavra e tantos mais episódios haveria para contar.
A par de tudo isto, a AAC desenvolveu uma ambiência desportiva e cultural com os seus organismos diversos, nas mais diversas áreas, que a tornaram conhecida, sendo de destacar a Briosa, o TEUC, o CITAC, a TUNA, o ORFEON e tantas outras coisas mais.
Parabéns à AAC por mais um ano de vida.
Por isso, É malta, e p' la AAC não vai nada, nada, nada? Tudo ….
Rui Lopes
PS – Para os Abrantinos em especial, convém referir que um Presidente da AAC nas Comissões Administrativas dos anos sessenta é natural de Abrantes, mais concretamente do Tramagal, onde o seu pai era médico, trata-se do hoje Juiz Conselheiro Jubilado do Supremo Tribunal de Justiça, Dr. JORGE PONCE DE LEÃO. Também a Secção Filatélica da AAC foi presidida por um médico que exerceu a profissão em Abrantes: o Dr. RUI PEREIRA COELHO.
Muitos dos organismos da AAC estão hoje na NET em:
http://dg.aac.uc.pt/
http://www.aacandebol.web.pt/
http://www.academicabasebol.com/
Exactamente a 3 de Novembro de 1887 foi fundada a mais Antiga Associação de Estudantes do País e quiçá, talvez do mundo: a Associação Académica de Coimbra.
Os seus valores pautaram-se sempre pela firmeza, irreverência e solidariedade, passando também por vários edifícios até ao actual, sendo de salientar o edifício da Rua Larga, destruído aquando a demolição da velha alta, em finais dos anos quarenta, Rua Larga que ficou na memória dos estudantes que lá passavam no seu quotidiano académico dando origem ao Fado de Coimbra "Rua Larga":
Rua Larga é uma saudade
De tempos idos, distantes
Balada de mocidade
Dos antigos estudantes
Tens lá no céu um altar
Coimbra com outra lua
Velas da cor do luar
Das pedrinhas dessa Rua
Também os acontecimentos político-sociais das diferentes épocas não fugiram à AAC ao longo dos tempos, pautando-se na sua irreverência:
- Em 1907, devido ao reprovamento da Tese de Doutoramento em Direito de Dias Ferreira a academia insurgiu-se e isso teve grandes repercussões contra a ditadura de João Franco, indo a academia pela 2 ª vez em peso a Lisboa (a 1 ª^tinha sido na homenagem a João de Deus em 1905), entre os grevistas estiveram nomes sonantes: Trindade Coelho (Filho), Carlos Olavo, Carneiro Franco
- Na Tomada da Bastilha, na noite de 24 para 25 de Novembro de 1920, quando um grupo de estudantes tomou de assalto o "Clube dos Lentes".
- Em 1945, quando o então Presidente da AAC, o Estudante de Direito Francisco Salgado Zenha se recusou a ira a Lisboa agradecer a Salazar por Portugal não ter participado na Guerra, valeu-lhe a demissão.
- Em 1962, quando era Presidente o Dr. Candal e a Academia se revoltou.
- Em 1969, quando a AAC dirigida por Alberto Martins ousou pedir a palavra e tantos mais episódios haveria para contar.
A par de tudo isto, a AAC desenvolveu uma ambiência desportiva e cultural com os seus organismos diversos, nas mais diversas áreas, que a tornaram conhecida, sendo de destacar a Briosa, o TEUC, o CITAC, a TUNA, o ORFEON e tantas outras coisas mais.
Parabéns à AAC por mais um ano de vida.
Por isso, É malta, e p' la AAC não vai nada, nada, nada? Tudo ….
Rui Lopes
PS – Para os Abrantinos em especial, convém referir que um Presidente da AAC nas Comissões Administrativas dos anos sessenta é natural de Abrantes, mais concretamente do Tramagal, onde o seu pai era médico, trata-se do hoje Juiz Conselheiro Jubilado do Supremo Tribunal de Justiça, Dr. JORGE PONCE DE LEÃO. Também a Secção Filatélica da AAC foi presidida por um médico que exerceu a profissão em Abrantes: o Dr. RUI PEREIRA COELHO.
Muitos dos organismos da AAC estão hoje na NET em:
http://dg.aac.uc.pt/
http://www.aacandebol.web.pt/
http://www.academicabasebol.com/
www.geocities.com/aacbasket
http://www.aac.uc.pt/motorizados
http://www.aac-nauticos.com/
www.aac.uc.pt/~ginastica
http://www.pranto.com/
www.aac.uc.pt/~taekwondo
www.aac.uc.pt/xadrez
http://www.cec.aac.uc.pt/
http://www.ciaac.aac.uc.pt/
www.lunarpages.com/sdcl
www.uc.pt/sddh
www.aac.uc.pt/~sfaac
http://www.acabra.net/
http://www.ruc.pt/
http://www.acc.uc.pt/~sac
http://tv.aac.uc.pt/
http://www.seccaodefado.com/
http://www.tauc.net/
http://www.teuc.pt/
www.uc.pt/gefac
http://www.academica-oaf.pt/
http://www.aac.uc.pt/~orfeon/
Espero não me ter esquecido de nenhum em particular. Muitos são famosos e já com uma longa existência: destaco a Tuna, o Orfeon e também o TEUC que sob a primada condução do Doutor Paulo Quintela fez as mais prestimosas representações teatrais pelo país e pelo estrangeiro, basta relembrar a digressão do TEUC ao Brasil em 1951.
http://www.aac.uc.pt/motorizados
http://www.aac-nauticos.com/
www.aac.uc.pt/~ginastica
http://www.pranto.com/
www.aac.uc.pt/~taekwondo
www.aac.uc.pt/xadrez
http://www.cec.aac.uc.pt/
http://www.ciaac.aac.uc.pt/
www.lunarpages.com/sdcl
www.uc.pt/sddh
www.aac.uc.pt/~sfaac
http://www.acabra.net/
http://www.ruc.pt/
http://www.acc.uc.pt/~sac
http://tv.aac.uc.pt/
http://www.seccaodefado.com/
http://www.tauc.net/
http://www.teuc.pt/
www.uc.pt/gefac
http://www.academica-oaf.pt/
http://www.aac.uc.pt/~orfeon/
Espero não me ter esquecido de nenhum em particular. Muitos são famosos e já com uma longa existência: destaco a Tuna, o Orfeon e também o TEUC que sob a primada condução do Doutor Paulo Quintela fez as mais prestimosas representações teatrais pelo país e pelo estrangeiro, basta relembrar a digressão do TEUC ao Brasil em 1951.
Rui Lopes



Antigos Tunos da Universidade de Coimbra em Vila Real, com o maestro Simão Barreto, no passado dia 5 de Outubro. O grupo "Raízes de Coimbra" terminou o espectáculo. Por motivos imprevistos, Heitor Lopes não pôde dar o seu contributo.Formação do grupo: José Freitas, Alcides Freixo, Octávio Sérgio, Humberto Matias e Luís Filipe nos instrumentos. Mário Rovira cantou.
Fotos de Armando Duarte.
domingo, novembro 04, 2007
André Madeira no Cine Teatro do Colégio de S. Teotónio, no dia 9 de Novembro às 21h30PROGRAMA
Domenico Scarlatti(1685-1757)
Sonata K..213
Sonata K..239
Fernando Sor(1778-1839)
Sonata op.15
Mário Castelnuevo-Tedesco (1895-1968)
De Sonata
I Allegro com spirito
IV Vivo ed energico
Pausa
Joaquin Rodrigo (1902-1999)
Invocação e Dança
(homenagem a Manuel de Falla)
Astor Pizzolla(1921-1992)
Otoño Porteño
Invierno Porteño
(arranjos de .Sérgio Assad)
Leo Brower(1939 - )
La Espiral Eterna
sábado, novembro 03, 2007
CARTAZIX Grande Noite do Fado Académico
Casa da Música, 10 de Novembro de 2007, 21h30
Casa da Música, 10 de Novembro de 2007, 21h30
Homenagem, Zeca Afonso
Grupos de Fado,
Medicina da Universidade do Porto
Instituto Superior Engenharia do Porto
Insólita Praxis
Jurídico de Canto e Guitarra de Coimbra
Serenata de Coimbra
Instituto Superior Engenharia do Porto
Insólita Praxis
Jurídico de Canto e Guitarra de Coimbra
Serenata de Coimbra
Participação,
Dr. Luiz Goes
Dr. Augusto Camacho Vieira
Dr. Sutil Roque
Prof. Dr. José Mesquita
Prof. Dr. José Henrique Dias
Dr. Augusto Camacho Vieira
Dr. Sutil Roque
Prof. Dr. José Mesquita
Prof. Dr. José Henrique Dias
Preço dos Bilhetes:
Estudante 4 Euros Público 10 Euros Local de Venda: Casa da Música e aeISEP*
* Local único para venda de bilhetes a estudantes.
* Local único para venda de bilhetes a estudantes.
Mais informações em http://www.gfados.isep.ipp.pt/
ENQUADRAMENTO
Em 1999 o Grupo de Fados do Instituto Superior de Engenharia do Instituto Politécnico do Porto iniciou, em conjunto com a Associação de Estudantes do ISEP, o evento anual nacional da Grande Noite do Fado Académico (G.N.F.A.), no qual é realizada uma Homenagem a uma individualidade que contribuiu para o progresso e inovação do Fado.
Tendo como primeiro objectivo levar o Fado das várias Academias (Porto, Coimbra, Braga, …) até aos alunos da Academia do Porto, rapidamente constatamos, que além estudantes, existiu uma grande adesão dos cultores da Canção Coimbrã, que proporcionaram assim um crescimento nas orientações do evento.
A troca de ideias e experiências entre a actual geração de grupos do Porto e os famosos e conceituados intérpretes e grupos de outras Academias, com destaque para a Academia Coimbrã, constitui um objectivo fundamental nesta iniciativa durante a qual procuramos mostrar o que de novo se faz pelo fado no Porto, depois de uma década que viu surgir uma série de temas dedicados à nossa mui nobre e estimada Invicta.
Depois das Homenagens ao Dr. Luiz Goes, Dr. Camacho Vieira, Dr. Almeida Santos, Dr. Joaquim Pimentel, Dr. Manuel Alegre, a Carlos Paredes, ao Dr. Ângelo Araújo e recentemente ao Dr. Fernando Machado Soares, a Associação de Estudantes e o Grupo de Fados do ISEP pretendem nesta IX edição homenagear Zeca Afonso, como referência à sua importante participação e composição de reconhecidos temas da Canção Coimbrã.
Tendo como primeiro objectivo levar o Fado das várias Academias (Porto, Coimbra, Braga, …) até aos alunos da Academia do Porto, rapidamente constatamos, que além estudantes, existiu uma grande adesão dos cultores da Canção Coimbrã, que proporcionaram assim um crescimento nas orientações do evento.
A troca de ideias e experiências entre a actual geração de grupos do Porto e os famosos e conceituados intérpretes e grupos de outras Academias, com destaque para a Academia Coimbrã, constitui um objectivo fundamental nesta iniciativa durante a qual procuramos mostrar o que de novo se faz pelo fado no Porto, depois de uma década que viu surgir uma série de temas dedicados à nossa mui nobre e estimada Invicta.
Depois das Homenagens ao Dr. Luiz Goes, Dr. Camacho Vieira, Dr. Almeida Santos, Dr. Joaquim Pimentel, Dr. Manuel Alegre, a Carlos Paredes, ao Dr. Ângelo Araújo e recentemente ao Dr. Fernando Machado Soares, a Associação de Estudantes e o Grupo de Fados do ISEP pretendem nesta IX edição homenagear Zeca Afonso, como referência à sua importante participação e composição de reconhecidos temas da Canção Coimbrã.
sexta-feira, novembro 02, 2007
Serenata da Festa das Latas








Às zero horas soaram as doze badaladas na cabra. Desta vez, porque a Via Latina está em obras, não foi possível a serenata nas escadas daquela.Como tal, foi montado um palco em frente da Porta Férrea e actuaram os grupos Lácrima e Despertar.
Seguem as fotos em anexo:
1 - Grupo Despertar
2 - Grupo Despertar
3 - Grupo Despertar
4 - Grupo Despertar
5 - Grupo Lácrima
6 - Grupo Lácrima
7 - Grupo Lácrima
8 - Grupo Lácrima
9 - No Final, o Éférreá lançado pelo Presidente da AAC
7 - Grupo Lácrima
8 - Grupo Lácrima
9 - No Final, o Éférreá lançado pelo Presidente da AAC
Guitarra de Coimbra - Henrique Fraga e Manuel Coroa; Viola - Carlos Costa Almeida; Vozes - Tiago Santos e Rui Providência.
O Dr. Rui Providência, enviou-me o programa dos temas que foram executados por cada um dos grupos:
- GFDespertar
Em memória de uma Camponesa Assassinada (Carlos Paredes)
Trás Outro Amigo Também (José Afonso)
Samaritana (Popular)
Canção (Carlos Paredes)
Ó Minha Mãe (José Afonso)
Fado dos Beijos (Popular/Armando Goes)
Danças Portuguesas nº1 (Carlos Paredes)
Fado Manassés (Mannassés de Lacerda)
Coimbra Menina e Moça (F.Frazão)
- GFLacrima
Acção (Carlos Paredes)
Vampiros (José Afonso)
Maria (Antero de Quental /João Nuno Farinha)
Divertimento (Carlos Paredes)
Senhora do Almortão (Popular)
Dança (Lacrima)
Balada de Coimbra (José Eliseu)
Rui Lopes
Método de Guitarra Portuguesa de Paulo Soares. Foi lançado há pouco tempo o segundo volume desta obra, já anunciado neste Blog no dia 29 de Outubro. http://www.paulosoares.pt/quinta-feira, novembro 01, 2007
FERNANDO ROLIM
«E quando uma voz como a sua faz aliança com uma sensibilidade como a dele, o produto é um intérprete de eleição...»
António de Almeida Santos
Mais do que simplesmente regional, o fado de Coimbra tem sido um digno representante da nossa cultura onde quer que tenha sido tocado, levando a todos os cantos do Mundo um pouco da maneira de ser e sentir das gentes de Portugal. Fernando Rolim é um dos dos seus mais ilustres representantes. Representatividade essa que recolhe não só na herança tradicional coimbrã, mas, também, por um cunho muito particular interpretativo, muito apreciado e dificilmente imitável.
Fernando José Monteiro Rolim, nasceu em Coimbra, herdando de muito novo o gosto pela música. Primeiro, com apenas oito anos iniciou-se no violino e já adulto estudou canto lírico. Os estudos, primários e secundários, passou-os entre Cantanhede, Chamusca e Santarém. Nesta última cidade integrou a conhecida Orquestra Típica Scalabitana, como solista, onde efectuou os seus primeiros espectáculos públicos. Também em Santarém fez parte do grupo local de fados de Coimbra.
Depois de concluir os estudos secundários, rumou a Coimbra, sua cidade natal, onde ingressou na Faculdade de Medicina, em 1950, licenciando-se em 1958. Durante este período como estudante de Coimbra, Fernando Rolim inscreveu-se na Tuna Académica, no naipe de violinos, transitando rapidamente para o de cantores. No Orfeão Académico, onde foi solista, pertenceu ao naipe de primeiros tenores. Também acompanhou por diversas vezes, por convite, o Grupo Coral da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Com estes organismos académicos realizou digressões pelo país e pelo estrangeiro, nomeadamente: Espanha; França; Suíça; Holanda; Reino Unido e Brasil.
Após o serviço militar cumprido, como médico militar em Angola, entre 1961 e 1963, Fernando Rolim radicou-se em Setúbal onde se especializou como médico pediatra e alergologia infantil.
A sua actividade editorial não é extensa, mas é sem dúvida alguma de enorme importância no histórico legado da música coimbrã. O primeiro registo discográfico data de 1953, um «single» de 78 rotações com o selo Arnaldo Trindade, seguindo-se outros E.P's. Em 1984 e 1985 gravou dois álbuns em parceria com outros cantores.
Cantor de eleição, do chamado '2º período de ouro do fado de Coimbra', Fernando Rolim está de volta à edição discográfica com «Regresso de quem nunca partiu», um álbum inspirado, sedutor, em que se pode escutar, na sua poderosa e fascinante voz, alguns dos mais famosos compositores de Coimbra.
O Fado de Coimbra tem um passado, um presente e terá com toda a certeza um futuro. O presente é agora na voz de Fernando Rolim. «Regresso de quem nunca partiu», um disco em que se constata que a tradição musical coimbrã está viva e recomenda-se.
António de Almeida Santos
Mais do que simplesmente regional, o fado de Coimbra tem sido um digno representante da nossa cultura onde quer que tenha sido tocado, levando a todos os cantos do Mundo um pouco da maneira de ser e sentir das gentes de Portugal. Fernando Rolim é um dos dos seus mais ilustres representantes. Representatividade essa que recolhe não só na herança tradicional coimbrã, mas, também, por um cunho muito particular interpretativo, muito apreciado e dificilmente imitável.
Fernando José Monteiro Rolim, nasceu em Coimbra, herdando de muito novo o gosto pela música. Primeiro, com apenas oito anos iniciou-se no violino e já adulto estudou canto lírico. Os estudos, primários e secundários, passou-os entre Cantanhede, Chamusca e Santarém. Nesta última cidade integrou a conhecida Orquestra Típica Scalabitana, como solista, onde efectuou os seus primeiros espectáculos públicos. Também em Santarém fez parte do grupo local de fados de Coimbra.
Depois de concluir os estudos secundários, rumou a Coimbra, sua cidade natal, onde ingressou na Faculdade de Medicina, em 1950, licenciando-se em 1958. Durante este período como estudante de Coimbra, Fernando Rolim inscreveu-se na Tuna Académica, no naipe de violinos, transitando rapidamente para o de cantores. No Orfeão Académico, onde foi solista, pertenceu ao naipe de primeiros tenores. Também acompanhou por diversas vezes, por convite, o Grupo Coral da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Com estes organismos académicos realizou digressões pelo país e pelo estrangeiro, nomeadamente: Espanha; França; Suíça; Holanda; Reino Unido e Brasil.
Após o serviço militar cumprido, como médico militar em Angola, entre 1961 e 1963, Fernando Rolim radicou-se em Setúbal onde se especializou como médico pediatra e alergologia infantil.
A sua actividade editorial não é extensa, mas é sem dúvida alguma de enorme importância no histórico legado da música coimbrã. O primeiro registo discográfico data de 1953, um «single» de 78 rotações com o selo Arnaldo Trindade, seguindo-se outros E.P's. Em 1984 e 1985 gravou dois álbuns em parceria com outros cantores.
Cantor de eleição, do chamado '2º período de ouro do fado de Coimbra', Fernando Rolim está de volta à edição discográfica com «Regresso de quem nunca partiu», um álbum inspirado, sedutor, em que se pode escutar, na sua poderosa e fascinante voz, alguns dos mais famosos compositores de Coimbra.
O Fado de Coimbra tem um passado, um presente e terá com toda a certeza um futuro. O presente é agora na voz de Fernando Rolim. «Regresso de quem nunca partiu», um disco em que se constata que a tradição musical coimbrã está viva e recomenda-se.


Vai ser editado mais um disco de Fernando Rolim. O lançamento será dia 9 deste mês de Novembro no hotel Meliá, em Coimbra.Esta informação foi-me fornecida por Paulo Larguesa.
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