segunda-feira, março 07, 2005

Associação Cultural Coimbra Menina e Moça

Foi-me enviado por Abel João este endereço de um site da internet da Associação Cultural Coimbra Menina e Moça.
É mais uma porta aberta às tradições coimbrãs.
Bom trabalho.

http://www.accmm.pt/home.html

Um "novo" BLOG

Tomei há dias conhecimento de um novo Blog sobre o Fado de Coimbra. Será de toda a utilidade a sua consulta pois põe-nos a pensar, concerteza.

http://fadodecoimbra.blogspot.com/

Biografia de Armando Luís de Carvalho Homem

Com raízes familiares na Beira Alta (particularmente no distrito de Viseu), Armando Luís de Carvalho Homem nasceu em Coimbra (freguesia de Santa Cruz) em 1950, sendo filho do guitarrista (e professor liceal de Físico-Químicas) Armando de Carvalho Homem (1923-1991). Após o Curso Liceal no Porto (Liceu de Alexandre Herculano), estudou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (1967/68) e na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1968 ss.); nesta última se bacharelou (1971) e licenciou (1974) em História. Enquanto estudante pertenceu ao Orfeão Universitário do Porto (OUP, 1968-1970 e 1971-1973), ingressando depois na Associação dos Antigos Orfeonistas da Universidade do Porto (AAOUP, 1973 ss.). É, desde 1973, docente de História Medieval da sua ALMA MATER, aí se doutorando (1985), agregando (1994) e atingindo a cátedra (1998). É igualmente professor convidado da Universidade Autónoma de Lisboa (1989 ss.), membro da Associação Portuguesa de História Económica e Social (1980 ss.), da Sociedade Portuguesa de Estudos Medievais (1985 ss.), da Associação de Professores de História (1986 ss.), da Commission Internationale de Diplomatique (1990 ss.) e do Instituto de História do Direito e do Pensamento Político (Fac. Direito/UL, 2004 ss.) e correspondente da Academia Portuguesa da História (2000 ss.). Estudioso do Estado, das instituições e dos poderes no Portugal de finais da Idade Média, é, nesta área, autor de cerca de 80 títulos, a que acrescem uns tantos sobre a Historiografia portuguesa dos séculos XIX e XX. Executante de viola de acompanhamento da Guitarra de Coimbra desde os 13 anos, entre 1969 e 1988 teve intensa actividade pública em tal domínio; avulta em 1980-1981 a participação no LP Guitarra Portuguesa: Raízes de Coimbra, de Octávio Sérgio (ed. ORFEO/Arnaldo Trindade, 1981) e, num momento posterior, o trabalho com os cantores José Horácio Miranda e (mais pontualmente) António de Sousa Pereira, os guitarristas Armando de Carvalho Homem e Mário Freitas e o viola Paulo Alão. De 1995 para cá tem sobretudo cultivado a escrita e o ensaio em torno da História recente deste seu «violon d’Ingres». É autor de dois temas inéditos para Guitarra de Coimbra: «Registo» (disponível, em transcrição de Octávio Sérgio, em http:// guitarradecoimbra.blogspot.com/ [2005/03/07]) e «Variações sobre um tema de Frederico de Freitas».


Carvalho Homem com a esposa Isabel, em 2004 Posted by Hello


A. L. Carvalho Homem na minha casa de S. João do Estoril em 2004 Posted by Hello


Sérgio Azevedo, Octávio Sérgio, Carvalho Homem, Rui Namora e Paulo Soares, na "Homenagem a Octávio Sérgio" em 2004 Posted by Hello

Registo


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"Registo", peça para guitarra de Armando Luís de Carvalho Homem Posted by Hello

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domingo, março 06, 2005

Centenário da morte de Augusto Hilário

Artigo de José Gomes Bandeira, publicado no Jornal de Notícias, a propósito da Homenagem a Augusto Hilário, em Viseu.

http://www.cidadevirtual.pt/fadocoimbra/recort22.htm

José Afonso e a sua discografia

Ao deambular pela internet dei com este site de muito interesse. Aconselho todos aqueles que se interessam pelo trabalho do Zeca a consultarem-no.

http://www.aja.pt/discografia.htm

Este espaço está aberto a quem nele quiser colaborar, com artigos, sugestões ou críticas.
Já recebi críticas positivas e negativas. Há necessidade de nelas especificar o que se pretende. Doutro modo para nada servem.

sábado, março 05, 2005

Biografia - Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX

SÉRGIO de Matos Azevedo, Octávio (n. Viseu, 15 Ago. 1937). Guitarrista e compositor. Aos 13 anos tomou contacto com a Canção de Coimbra através da rádio (sobretudo a EN) e das serenatas a que assistia. Aprendeu a tocar guitarra de forma autodidacta, através da audição de fonogramas (sobretudo de Artur Paredes) e, com um grupo de amigos, começou a realizar várias serenatas em Viseu. Licenciou-se em Ciências Físico-Químicas (1957-65) na Faculdade de Ciências da U.C., após ter interrompido o curso para cumprir o serviço militar. Enquanto estudante em Coimbra, integrou inicialmente um grupo com David Leandro (guitarra) e José Niza (viola). Posteriormente actuou ou integrou formações com vários guitarristas, violistas e cantores de Coimbra (Adriano Correia de Oliveira, António Bernardino, António Portugal, Jorge Gomes, Rui Pato, e. o.). O seu estilo interpretativo foi marcado pelo contacto com guitarristas como António Brojo, António Portugal, Jorge Tuna e, sobretudo, Carlos Paredes, com quem adquiriu uma perspectiva mais alargada das potencialidades da guitarra. Ainda durante o período universitário, começou a desenvolver interesse pela música erudita (através da audição de fonogramas), o que se reflectiu nas obras para guitarra que compôs a partir dessa época (muitas infelizmente perdidas), apesar de só a partir dos anos 70 ter recebido alguma aprendizagem formal na Academia de Amadores de Música, onde estudou viola com Piñero Nagy, e harmonia com Francine Benoit. Algumas das suas composições foram registadas em fonogramas de vários cantores (Janita Salomé, José Afonso, José Mesquita, e. o.) ou em nome próprio (1981). Foi músico acompanhador de Artur Paredes nos últimos dois anos da sua vida (1979-80) e, ao longo de 15 anos, manteve uma actividade regular com um grupo de canção de Coimbra, constituído por Durval Moreirinhas, Armando Silva Marta e António Bernardino, até à morte deste último (1996). Desde 1987, é guitarrista do Coro dos Antigos Orfeonistas, tendo actuado com esta formação em diversos países (África do Sul, Argentina, Brasil, Cabo-Verde, Canadá, EUA, Macau). Mostrando dominar a tradição musical coimbrã, as suas interpretações são marcadas pelo uso de elementos melódicos da música tradicional de várias regiões do país e pelo respeito pelas técnicas de acompanhamento da canção de Coimbra (realce dos sentidos da letra e de momentos chave da canção, suporte e complemento à interpretação vocal), mas complementando-as e enriquecendo-as com linhas melódicas menos comuns neste domínio musical. A interpretação de composições solistas ou de peças de sua autoria é por sua vez marcada por algum virtuosismo técnico e pela procura de soluções musicais menos frequentes na tradição guitarrística de Coimbra, aspecto sobretudo patente em algumas progressões harmónicas. O interesse pela guitarra e pela música erudita foi continuado pelo seu filho, António Sérgio que, após ter acompanhado o pai enquanto violista, enveredou pela carreira de compositor de música erudita, adoptando o nome de Sérgio Azevedo.



BIBLIOGRAFIA

Niza, José (1999) Fado de Coimbra. Vol. 2. Lisboa: Ediclube

ENTREVISTAS

Sérgio de Matos Azevedo, Octávio (2004). Entrevista telefónica realizada por Pedro Roxo. 16 de Julho.


DISCOGRAFIA

Mesquita, José (1987) Ecos da Canção Coimbrã. POLY

Pereira, Rui Gomes (1980) Fados de Coimbra. Riso e Ritmo Discos

Salomé, Janita (1993/1980) Melro. MOV/ORF-AT [CD/LP]

Afonso, José (1996/1981) Fados de Coimbra e Outras Canções. MOV/ORF-AT [CD/LP]

Sérgio, Octávio (1981) Guitarra Portuguesa - Raízes de Coimbra. AT

Afonso, José (1983) Ao Vivo no Coliseu. DIAP-SST [LP]

Vinagre, Frederico (1987) Fados de Coimbra. Musicorde/Metro-Som

Vinagre, Frederico (1987) Temas de Coimbra. Metro-Som



by Pedro Roxo e Salwa el Shawan Castelo-Branco


Uma das minhas duas guitarras de Gilberto Grácio Posted by Hello


Caricatura de fim de curso por Matos, 1964 Posted by Hello


Foto da Orquestra Clássica do Centro e do Coro dos Antigos Orfeonistas Posted by Hello

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